Megaoperação combate disputa entre facções e reforça segurança durante Festa do Peão em Aparecida do Taboado

Foto: divulgação
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Uma força-tarefa formada pela Polícia Civil e pela Polícia Militar deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), uma megaoperação em Aparecida do Taboado, a 457 quilômetros de Campo Grande, com o objetivo de conter a escalada de violência provocada pela disputa territorial entre as facções CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital).

A ofensiva ocorre simultaneamente ao início da tradicional Festa do Peão no município, com foco em garantir a segurança da população e demonstrar presença do Estado diante do avanço do crime organizado.

A ação desta quinta-feira intensificou o trabalho que já vinha sendo realizado ao longo da semana por equipes especializadas, como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros).

Foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em Aparecida do Taboado e outros dois no município vizinho de Paranaíba.

Ao todo, participaram da operação 32 policiais civis, entre delegados, investigadores e escrivães, com apoio de nove viaturas. Pela PM (Polícia Militar), foram mobilizados 24 agentes, oito viaturas e três motocicletas. Um helicóptero realizou o monitoramento aéreo, enquanto a equipe do Canil da PM de Três Lagoas deu suporte às buscas.

As investigações indicam que o Comando Vermelho tenta expandir sua atuação e assumir o controle de áreas antes dominadas pelo PCC.

Sequência de crimes acende alerta

A operação ocorre após uma série de episódios violentos registrados na cidade desde o dia 18 de abril.

Na ocasião, um jovem de 24 anos foi alvo de 13 disparos de arma de fogo enquanto caminhava por uma rua do município. Ele sobreviveu e relatou ser egresso do sistema prisional.

Três dias depois, um rapaz de 18 anos foi assassinado a tiros ao ser chamado no portão de casa, no bairro Jardim Redentora. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

No dia seguinte, uma jovem de 19 anos foi baleada com quatro tiros na Praça do Jardim Samara. Segundo relatos, três indivíduos encapuzados chegaram em um carro, efetuaram diversos disparos e fugiram em seguida.

Prisão e declaração de domínio

Na noite de 22 de abril, um homem de 31 anos foi preso em flagrante ao transportar um revólver calibre .38 escondido na manta do próprio filho recém-nascido. Ele é apontado como suspeito de envolvimento em um dos atentados.

Durante a abordagem, o suspeito afirmou ter adquirido a arma em Três Lagoas por R$ 4.500 para se defender de ataques rivais. Em tom de confronto, declarou que a cidade “pertence” ao PCC, evidenciando o cenário de disputa entre facções.

O homem também apresentava ferimentos causados por disparos, possivelmente relacionados a uma emboscada anterior não registrada.

Lei antifacção e resposta institucional

Além de responder por porte ilegal de arma de fogo e posse de entorpecentes, o suspeito poderá ser enquadrado na chamada lei antifacção, recentemente sancionada, que prevê punições mais rigorosas para integrantes de organizações criminosas envolvidas em violência e domínio territorial.

As forças de segurança seguem com as investigações e não descartam novas fases da operação. A expectativa é de que as ações contribuam para conter a violência e restabelecer a sensação de segurança no município, especialmente durante a realização de eventos que atraem grande público.

 

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