O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não percebeu de imediato que o tiroteio ocorrido durante um jantar de gala no sábado (25) se tratava de um atentado contra ele. Segundo o próprio presidente, a demora em reagir pode ter dificultado a atuação inicial da equipe de segurança.
Em entrevista à emissora CBS News, Trump declarou que quis observar o que estava acontecendo antes de se proteger. “Foi um pouco culpa minha. Queria ver o que estava acontecendo e não estava facilitando para eles”, disse, referindo-se aos agentes do Serviço Secreto.
O ataque ocorreu durante o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado no hotel Washington Hilton. O evento reúne jornalistas, autoridades e celebridades e é considerado um dos mais importantes do calendário político e midiático dos Estados Unidos.
Trump relatou que chegou a pedir que os agentes aguardassem antes de agir. “Eu disse: ‘esperem um minuto, deixem-me ver’. Então começamos a perceber que poderia ser algo sério”, afirmou. Ele contou ainda que, após orientação da equipe de segurança, deitou-se no chão, assim como a primeira-dama, Melania Trump.
Segurança em destaque
Apesar do susto, o presidente elogiou a atuação do Serviço Secreto dos Estados Unidos, destacando a rapidez na neutralização do atirador. “Assim que o viram, sacaram as armas e o derrubaram imediatamente. Fizeram um trabalho muito profissional”, afirmou.
O diretor da agência, Sean Curran, reforçou que o sistema de proteção em múltiplas camadas funcionou conforme o planejado. Especialistas em segurança também destacaram que a resposta rápida evitou consequências mais graves.
O esquema de segurança do evento incluía o fechamento do hotel ao público horas antes, controle rigoroso de acesso, detectores de metal e um perímetro reforçado ao redor do presidente. Dentro do salão, placas blindadas foram posicionadas de forma discreta na mesa principal, além da presença de agentes fortemente armados.
Dinâmica do ataque
Segundo informações divulgadas, o suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, conseguiu acessar o hotel previamente e tentou avançar para uma área restrita durante o evento. Ele foi interceptado antes de entrar no salão principal.
Imagens de segurança mostram o momento em que o homem corre por uma área próxima ao controle de acesso, sendo perseguido por agentes. Houve troca de tiros, e o atirador foi neutralizado em questão de segundos.
De acordo com o jornal The New York Times, escritos atribuídos ao suspeito indicam que ele acreditava que a segurança do evento seria falha. Ainda assim, autoridades afirmam que o planejamento foi eficaz para conter a ameaça.
Um agente do Serviço Secreto chegou a ser atingido, mas foi protegido pelo colete à prova de balas e encaminhado ao hospital sem risco de morte. Não houve outros feridos.
Evento e repercussão
O jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca é realizado anualmente para celebrar a liberdade de imprensa e a Primeira Emenda da Constituição americana. A entidade foi fundada em 1914 e reúne jornalistas que cobrem a Casa Branca.
A presidente da associação, Weijia Jiang, afirmou nas redes sociais que todos os presentes estavam seguros após o incidente.
Mesmo após o ataque, Trump disse que tentou convencer sua equipe a dar continuidade ao evento. “Não estava preocupado. Vivemos em um mundo louco”, declarou. O presidente informou ainda que o jantar deverá ser remarcado para as próximas semanas.
O episódio reacende o debate sobre segurança em eventos com autoridades de alto escalão, embora especialistas apontem que, neste caso, os protocolos adotados foram decisivos para evitar uma tragédia.
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