CCZ faz ação de imunização contra raiva após caso positivo em morcego

Foto: Divulgação
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O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) começou nesta segunda-feira (20), uma ação de bloqueio contra a Raiva, depois de um morcego ser encontrado morto no dia 11 de junho na região central de Campo Grande. O animal foi testado e houve a confirmação da Raiva.

De acordo com informações do Centro de Controle, o morcego estava em via pública, em uma calçada da rua Maracaju, próximo a esquina da Avenida Calógeras. Ele foi recolhido e enviado para análise laboratorial. O resultado saiu na semana passada.

Os agentes irão percorrer as principais ruas e avenidas das proximidades do local onde o corpo do animal infectado foi encontrado. O objetivo da ação é imunizar cães e gatos dos locais e conscientizar a população sobre a importância da vacinação antirrábica. O serviço de vacinação é gratuito e está disponível durante todo o ano pelo CCZ. Conforme a Lei Complementar nº 392, de 11/8/2020, a vacina antirrábica é obrigatória.

O itinerário prevê a realização do trabalho no quadrilátero entre a Avenida Afonso Pena, Rua Padre João Crippa, Rua Pernambuco, Rua Treze de Maio, Rua Ana América, Avenida Ana América e Noroeste. Esse é o segundo caso de morcego positivo para Raiva registrado este ano na Capital. O último caso de Raiva em humanos foi registrado em 1968 e em canino em 2011.

Raiva

A raiva é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus, que acomete mamíferos, inclusive o homem. O microrganismo envolvido é o vírus do gênero Lyssavirus, família Rabhdoviridae. A transmissão da raiva se dá pela penetração do vírus contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura e, mais raramente, pela arranhadura e lambedura de mucosas. O vírus penetra no organismo, multiplica-se no ponto de inoculação, atinge o sistema nervoso periférico e, posteriormente, o sistema nervoso central. A partir daí, dissemina-se para vários órgãos e glândulas salivares, onde também se replica e é eliminado pela saliva das pessoas ou animais enfermos.

Nos cães e gatos, a eliminação de vírus pela saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais clínicos, persistindo durante toda a evolução da doença. A morte do animal acontece, em média, entre 5 a 7 dias após a apresentação dos sintomas. Em relação aos animais silvestres, há poucos estudos sobre o período de transmissibilidade, que pode variar de acordo com a espécie. Por exemplo, especificamente os quirópteros podem albergar o vírus por longo período, sem sintomatologia aparente.

Após ser mordido ou arranhado, o que fazer ?

Lave imediatamente o local da mordedura ou arranhadura com água e sabão

Procure uma unidade de saúde 24 horas (UPA ou CRS) para receber o tratamento profilático

Guarde o endereço do animal agressor para posterior identificação

O animal agressor deve ficar em observação por pelo menos 10 dias

Atenção

Se encontrar um morcego caído no chão, tente imobilizá-lo com uma caixa, balde ou bacia. Mantenha isolado dos animais da casa.

Os morcegos têm hábito noturno, o fato do animal estar voando ou caído durante o dia é um sinal de alerta.

Com medidas simples é possível afastar estes animais sem comprometer a sua sobrevivência. Para que o morcego não entre em sua casa é importante vedar todos os vãos, frestas e aberturas com telas metálicas ou de nylon, espuma, isopor ou argamassa. A claridade também diminui a presença de morcegos.

Os morcegos são protegidos pela Lei Federal nº 9605, de fevereiro de 1998, e matar morcegos é um crime ambiental.

Com informações da Prefeitura de Campo Grande.

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