Um homem de 42 anos foi preso em flagrante na tarde dessa segunda-feira (18), em Guia Lopes da Laguna, município a 233 quilômetros de Campo Grande, sob a suspeita de abusar sexualmente de seu próprio neto, um bebê de apenas dois anos. A prisão mobilizou as polícias Militar e Civil após uma denúncia feita pela mãe da criança.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe do menino, uma jovem de 22 anos, relatou que o filho havia saído de carro com os avós durante a tarde. Ao retornar, a criança apresentava um comportamento atípico, chorava constantemente, demonstrava forte desconforto e se queixava de que queria evacuar.
Ao levar o filho ao banheiro, a mãe notou que não havia fezes, mas sim uma secreção semelhante a esperma saindo pela região anal da criança. Diante do cenário, a mulher recolheu imediatamente a calça de moletom que o menino usava, a qual continha vestígios da substância, e guardou a peça para entregar às autoridades.
Aos policiais, a jovem revelou que já desconfiava de possíveis abusos há algum tempo.
Temendo uma reação violenta do marido contra o próprio pai, o suspeito do crime, a mulher decidiu agir em segredo. Ela inventou que precisava resolver pendências no documento de identidade e pediu ao companheiro que a deixasse em um cartório na cidade vizinha de Jardim.
Assim que se viu segura no local, ela acionou a PM (Polícia Militar). Inicialmente, para garantir a urgência do atendimento, informou uma suposta tentativa de homicídio, mas esclareceu a real natureza do crime de violência sexual assim que a equipe chegou.
A PM encaminhou a mãe e o bebê ao hospital público de Jardim. Durante o atendimento médico, os profissionais de saúde constataram e constaram em laudo a presença de secreção esbranquiçada com forte odor na região anal do menino. A criança foi mantida em observação na unidade hospitalar.
O Suspeito foi localizado pelos policiais, detido e encaminhado à delegacia sem ferimentos aparentes. A calça de moletom recolhida pela mãe foi formalmente anexada à cadeia de custódia e passará por perícia técnica.
O caso foi registrado oficialmente como **estupro de vulnerável** e segue sob rigorosa investigação da Polícia Civil para a coleta de novos depoimentos e conclusão dos laudos periciais.
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