Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra o senador Flávio Bolsonaro com 42% das intenções de voto em um cenário de segundo turno das eleições presidenciais de 2026, contra 40% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É a primeira vez que o parlamentar aparece numericamente à frente do atual chefe do Executivo nesse tipo de simulação.
Apesar da vantagem, o resultado configura empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Outros 16% dos entrevistados declararam voto em branco, nulo ou afirmaram que não pretendem votar, enquanto 2% estão indecisos.
O levantamento foi realizado entre os dias 9 e 13 de abril, com 2.004 entrevistados de 16 anos ou mais, e tem nível de confiança de 95%.
Lula vence em outros cenários
Nas demais simulações de segundo turno testadas pela pesquisa, Lula aparece à frente de outros possíveis adversários. O presidente registra 43% contra 36% de Romeu Zema e 43% contra 35% de Ronaldo Caiado. Já contra Renan Santos e Augusto Cury, Lula amplia a vantagem, com 44% a 24% e 44% a 23%, respectivamente.
Intenção espontânea e primeiro turno
No voto espontâneo, quando não são apresentados nomes aos entrevistados, Lula segue como o mais lembrado, com 19%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 13%. O índice de indecisos caiu de 69% em março para 62% em abril.
Já no cenário estimulado de primeiro turno, com nove candidatos, Lula lidera com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32%. Na sequência aparecem Caiado (6%), Zema (3%) e Cury (2%). Brancos, nulos ou nenhuma opção somam 11%.
Rejeição e avaliação do governo
A pesquisa também mediu rejeição e potencial de voto. Lula tem 55% de rejeição (entre os que afirmam conhecê-lo e não votariam nele), enquanto Flávio Bolsonaro registra 52%. Por outro lado, o presidente lidera no índice de eleitores que dizem conhecê-lo e votariam nele, com 43%, contra 39% do senador.
Em relação à avaliação do governo federal, a desaprovação de Lula subiu de 51% para 52%, enquanto a aprovação caiu de 44% para 43%. Na avaliação geral, 42% consideram a gestão negativa, 31% positiva e 26% regular.
Economia, preocupações e percepção dos eleitores
O levantamento também aponta aumento na percepção de piora da economia: 50% dos entrevistados afirmam que a situação econômica do país piorou nos últimos 12 meses. Em relação ao preço dos alimentos, 72% disseram que houve aumento — o maior índice desde julho de 2025.
Sobre endividamento, 43% afirmam ter poucas dívidas, 29% dizem ter muitas e 28% não possuem. A maioria (70%) defende a criação de programas governamentais para ajudar famílias endividadas.
Quando questionados sobre temores políticos, 43% disseram ter mais medo de uma volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% afirmaram temer a continuidade de Lula. Outros 6% disseram temer ambos, e 4% não demonstraram preocupação.
A violência segue como principal preocupação dos brasileiros, com 19%, seguida por corrupção e problemas sociais (16% cada), saúde (14%), economia (9%) e educação (7%).
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