Uma criança de apenas três anos está internada em estado gravíssimo após se afogar na piscina da residência onde mora, no Jardim Santa Emília, em Campo Grande. O caso aconteceu na noite dessa terça-feira (2), e, segundo informações médicas registradas em boletim de ocorrência, o menino permanece em coma induzido, com risco de morte nas próximas 48 horas.
A PM (Polícia Militar) foi acionada para atender a ocorrência de afogamento. Ao chegar ao endereço, os policiais encontraram o imóvel fechado e foram informados por vizinhos de que a criança já havia sido socorrida pelos próprios pais e encaminhada ao HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul).
Diante da situação, a equipe policial seguiu até a unidade hospitalar, onde conversou com os responsáveis pela criança. Conforme o relato prestado aos policiais, o pai estava tomando banho no momento do acidente, enquanto a mãe permanecia na cozinha preparando o jantar.
Após sair do banheiro, o pai se sentou na sala e pouco tempo depois, a mãe perguntou se ele estava com o filho, recebendo resposta negativa. Ao procurarem a criança, os dois foram até o quintal da residência e encontraram o menino submerso na piscina.
Os pais realizaram o socorro imediato e levaram a vítima ao hospital, onde a criança recebeu atendimento médico de urgência.
Segundo a equipe médica responsável pelo caso, a avaliação inicial aponta que o menino pode ter permanecido submerso por cerca de dez minutos. Em razão da gravidade do quadro, ele foi colocado em coma induzido e segue sob monitoramento intensivo.
Ainda conforme´o registro policial, o médico que atendeu a ocorrência relatou que existe risco de óbito nas próximas 48 horas, além da possibilidade de sequelas neurológicas decorrentes da falta de oxigenação durante o período em que permaneceu submerso.
A equipe médica também informou que não foram identificados sinais de maus-tratos e que, a princípio, os fatos relatados pelos pais são compatíveis com um acidente doméstico.
O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol para apuração e adoção das medidas cabíveis. Como os pais permaneciam no hospital e não havia ninguém na residência no momento do registro, a equipe de perícia não conseguiu acessar o imóvel para realizar os procedimentos técnicos necessários.
O estado de saúde da criança continua sendo acompanhado pela equipe médica do Hospital Regional.
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