Enfermeira deixa prisão após negar acesso a depósito com medicamentos vencidos: “estava perdida”

Foto: Polícia Civil de MS/arquivo
Foto: Polícia Civil de MS/arquivo

A enfermeira responsável técnica pela Clínica Canela, a qual foi alvo de fiscalização de vários órgãos na manhã de ontem (14), alegou em depoimento a Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), ter ficado “perdida” durante a ação. Ela foi presa em flagrante na clínica, localizada no Centro de , após tentar impedir a fiscalização em uma das salas da clínica. A enfermeira ganhou liberdade provisória em audiência de custódia realizada na manhã desta sexta-feira (15).

Conforme divulgado, durante a fiscalização a enfermeira apresentou resistência para abrir a sala onde estavam os medicamentos vencidos, segundo o boletim de ocorrência. Ela alegou que os pertences pessoais do médico Jonathas Canela estavam no cômodo e que apenas ele teria a chave.

A enfermeira alegou ter ficado perdida ao dizer para os fiscais que havia uma sala com os pertences pessoais de Canela. Para a polícia, a mulher disse que é seu primeiro emprego na área e estava muito nervosa durante a fiscalização na quinta-feira (14).

Tirzepatida é manipulada

Sobre os medicamentos, a enfermeira relatou à polícia hoje (15), que a clínica usa doses de tirzepatida manipuladas em um laboratório que não pertence à marca comercial Mounjaro, mas não soube informar onde fica o local.

Por fim, sobre as prescrições médicas para o estoque, a enfermeira declarou que a responsabilidade pelos documentos e compras é do gerente da clínica.

Nota oficial

Por meio de uma nota oficial, divulgada nas redes sociais ontem (14), a assessoria da Clínica Canela informou que colabora integralmente com os órgãos fiscalizadores e apresenta documentos, registros técnicos e esclarecimentos durante o procedimento ainda em andamento. A instituição afirmou respeitar a atuação das autoridades e disse que conclusões antes da análise final seriam precipitadas.

A clínica ainda negou fabricar, manipular, rotular ou comercializar medicamentos de forma irregular. Também afirmou que não condiciona atendimento ou continuidade terapêutica à compra de produtos e disse que o paciente pode adquirir medicamentos em qualquer estabelecimento.

Já sobre os itens vencidos encontrados em depósito, a instituição informou que abriu apuração interna e revisa protocolos de armazenamento, conferência e descarte. A clínica afirmou que a presença desses materiais não indica uso em pacientes e disse que apresentará registros às autoridades.

 

Acesse as redes sociais do Estado Online no Facebook Instagram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *