O toque faz a diferença em uma relação sexual

relação sexual

A troca de olhares, a parceria, o companheirismo e o resultado do bom diálogo, dessa sintonia entre o casal resulta nesse contato físico

Carícias promovem intimidade e ajudam o relacionamento a prosperar. O toque é uma necessidade humana, todos os seres humanos precisam receber carinho. Em um relacionamento amoroso, o contato vem para somar e trazer ao casal proximidade, troca de feromônios e o preparo para uma relação sexual. Nesse círculo virtuoso, o contato físico constante leva a uma vida a dois mais plena.

A psicóloga e professora do curso de Psicologia da Anhanguera, Juliana Del Grossi, revela que o toque tem importância em uma relação, só que antes de ser um casal, as pessoas são seres individuais. Alguns gostam mais do toque outros são meio avessos.
“Dentro de um relacionamento o toque pode auxiliar, desde que na proporção que os dois invidos mantenham sua individualidade e estejam satisfeitos com a quantidade e qualidade desse toque. Ele pode vir a ser algo a somar no relacionamento se for de forma equilibrada na necessidade de ambos os indivíduos do casal. Tocar o outro pressupõe intimidade e para que o casal não seja só amigo utiliza do toque, principalmente na relação sexual”, explica a docente.

A troca de olhares, a parceria, o companheirismo e muitas vezes o resultado do bom diálogo, dessa sintonia entre o casal resulta nesse contato físico. “Isso acaba sendo um complemento, trazendo até uma liberação maior de serotonina, de relaxamento no corpo do outro. Lembrando que esse contato físico não pode ser desconexo. Se você no meio de uma briga tentar abraçar, beijar, seduzir o companheiro, provavelmente isso não vai instigar e ser caloroso”, comenta.

Geralmente o contato físico, principalmente o visual e a troca de olhares contribui para a sedução e sintonia do casal, mas vale lembrar que se o diálogo estiver ruim, se não tiver respeito, se o tom de voz estiver errado, o contato físico será rejeitado por um ou por ambos e em vez de se tornar algo prazeroso, vai se tornar algo indesejável. “Se esse contato físico for resultado de um bom diálogo e for consequência de uma sintonia entre o casal, vai trazer mais sensação de intimidade, sintomia e é uma forma de expressar para o outro coisas boas que você está sentindo, isso vai auxiliar a manter a chama acessa”, afirma.

Existem pessoas quem tem diferentes linguagens do amor. Muitos casais têm essa necessidade de expressar o carinho e amor através das carícias físicas. Para outras pessoas o amor é expresso de outras formas. “O contato físico feito na hora certa, da forma correta leva sim a maior plenitude porque se ele for uma linguagem correta, provavelmente vai levar também a estímulo do desejo sexual entre o casal e de uma sensação de parceira muito maior, desde que respeitadas as formas de linguagem e a quantidade necessária que os indivíduos têm como necessidade”.

Sexo com certeza mantém um vínculo, uma proximidade maior do casal. A atração sexual é o que faz o amor do casal não se tornar só uma amizade. Quanto mais o toque entre o casal for recíproco, de forma equilibrada, provavelmente melhor será a vida sexual do casal e os dois sentiram um bem-estar maior.

“Mas sexo e carícia não é tudo, precisa primeiro haver um equilíbrio na troca entre dar e receber. Um bom diálogo e aí sim o toque e o sexo vão complementar e muito reacendendo, reavivando a chama do casal, para que eles continuem como um casal, onde um quer satisfazer o outro através de carícias sexuais ou não, mas no sentindo trazer um bem-estar e um prazer físico para o outro”.

É importante que o parceiro sinta que você quer demonstrar afeto, isso mantem a chama acesa. “Isso não é um fator unicamente determinante. Existem outros fatores como diálogo, a boa convivência, compreensão, auxílio mútuo que vem ser complementado por um toque, uma chama acesa, uma vida sexual ativa. Só sexo e carícia não segura um relacionamento”, finaliza

(Bruna Marques)

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