ESCÂNDALO: Presidente da CBF é acusado de assédio e jogadoras repudiam ato

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Passados cinco dias do afastamento do presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo, por assédio sexual e moral contra funcionária da entidade, a jogadoras da seleção do Brasil, publicaram um nota de repúdio contra o fato onde pedem mais respeito dentro e fora de campo. 

A manifestação aconteceu nesta sexta-feira (11), antes do jogo amistoso contra a Rússia e foi postada nas redes sociais das titulares Marta, Tatiane, Formiga, Ludmila, Bárbara e demais atletas. A nota destaca que “milhares de pessoas são acometidas e desrespeitadas com cenas de assédio, seja moral ou sexual”, no Brasil, “especialmente mulheres”.

Dizer não ao abuso são (sic) mais do que palavras, são atitudes. Encorajamos que mulheres e homens denunciem. Nossa luta pelo respeito e igualdade vai além dos gramados”, diz o posicionamento delas. A postagem foi ao ar cerca de uma hora antes do amistoso. 

A denúncia contra Caboclo foi formalizada à Comissão de Ética da CBF pela funcionária, que trabalha na entidade há 12 anos, onde ele a teria chamado de “cadelinha” e oferecido alimento para cães. Caboclo ainda simulou latidos. No outro dia, o presidente da CBF ainda teria afirmado para a funcionária que as roupas dela não eram compatíveis com o trabalho.

No dia 09 de abril, ela pediu licença. A denúncia aponta também que Caboclo mandou a funcionária retirar o que disse para a imprensa e ainda tentou negociar com ela para abafar a denúncia. O áudio vazado está descrito abaixo. Os jogadores da seleção masculina não se manifestaram. Caboclo está afastado por 30 dias. 

Rogério Caboclo: Seu coração tá no cabeção ou no pilotão?

Funcionária: Em nenhum dos dois

Rogério: Em quem tá?

Funcionária: Não tá em ninguém, é verdade. Mulher consegue ficar bem sozinha.

Rogério: Eu conheço minha mulher há 26 anos… Já apaixonei, pirei por amor.

Rogério: Eu tinha te jurado que eu não ia falar sobre assuntos particulares. Ela tem a buceta dela e eu tenho o meu pau (…) Eu sou horroroso?

Funcionária: Chefe, eu não vou entrar no assunto da vida sexual de vocês (ri constrangida).

Rogério: (…) Ela vai fazer ginástica, vai voltar tesuda (…)

Funcionária: Então, todo mundo… deixa ela ser feliz.

Rogério: Sabe o que eu sou contra? Nada (…) Você quer uma taça de vinho? (…) Não… se não parece que eu estou louco (…) Posso te fazer uma pergunta?

Funcionária: Chefe, não vou me meter na sua vida sexual seu e da (…). Não vou, não vou.

Rogério: Não é isso. É na sua (vida pessoal).

Funcionária: Deixa a minha (vida pessoal) quietinha.

Rogério: Você consegue resistir ao (…) todo dia dando em cima de você?

Funcionária: Consigo, nós somos amigos. Acabei de falar, consigo, ponto, nós somos amigos. E tá tudo bem, tá tudo certo, nós somos amigos, a gente se dá bem, ele no sofá, eu no quarto e tá tudo bem. (Observação: A funcionária neste trecho explica sobre sua relação com um colega de trabalho com quem divide apartamento)

Rogério: Eu não acredito.

Funcionária: Eu não tenho por que mentir, não.

Rogério: Tá bom. Segunda pergunta. Posso?

Funcionária: Fala.

Rogério: Você se masturba?

Funcionária: Chefe, tchau.

Rogério: Ei…

Funcionária: Não quero falar disso, não quero. Eu vou avisar ao (…) que você tá lá embaixo.

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