No mês de prevenção ao suicídio, psicóloga alerta: “Fique atento aos 4D”

Profissional explica como ajudar uma pessoa com depressão e a importância da prevenção

Depressão, desesperança, desamparo e desespero. Essas são sentimentos que devem acender o alerta quando o assunto é saúde mental. Conhecidos como 4D, eles podem demonstrar que uma pessoa precisa de ajuda.

“A ideação, os impulsos e os planos suicidas jamais podem ser desconsiderados. Mesmo nos casos de mínima suspeita, devem ser sempre investigados. Os indícios se apresentam de forma verbal ou comportamental. Fique atento aos 4D”, explica a psicóloga e professora do Curso de Psicologia da Estácio Michelle Zompero.

A psicóloga explica que o sentimento de desamparo e sofrimento, traços autodestrutivos e impulsivos, de autodesvalorização, bem como a falta de vínculos familiares ou sociais, situações de desemprego, processos recentes de separação, além de histórico familiar e de tentativas de ameaças suicidas recentes, também merecem atenção.

Mas a dúvida que sempre fica é como ajudar nesses casos. As conhecidas frases “vai ficar tudo bem” e “viver vale a pena”, bem como outras expressões de incentivo, não são o melhor caminho. “Em vez disso, esteja disponível para ouvir, demonstre empatia e reconheça como legítimo o sofrimento desta pessoa. Identifique figuras de apoio e, se necessário, acione a rede de proteção especializada”, orienta Michelle.

De acordo com a psicóloga, nem todas as pessoas que possuem transtornos mentais pensam ou tentam o suicídio.

Porém, o impulso suicida ocorre quase sempre associado a outros sintomas mentais e condições gerais. “Nós temos em mente que pessoas com depressão são as que cometem o suicídio e de forma planejada. Contudo, o suicídio pode ocorrer também por um ato impulsivo, após alguma frustração, por exemplo, ou, ainda, em decorrência de transtornos mentais ou transtornos de personalidade.”

Michelle Zompero lembra que os números indicam que 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Portanto, a prevenção e o tratamento adequado são o melhor caminho para evitar o trágico resultado. A recomendação é sempre procurar ajuda e tratamento, com psicólogo e médico psiquiatra.

Bruna Marques

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