Caíque Natan Souza, de 27 anos, foi preso nessa segunda-feira (4) em Três Lagoas, suspeito de envolvimento em uma sequência de crimes violentos registrados entre os dias 30 de abril e 3 de maio. Ele é apontado como autor das mortes de Kailayne Mirele Esperidião, de 19 anos, e Pedro Augusto Otaviano dos Santos, também de 19, além de duas tentativas de homicídio e outros ataques a tiros no município.
As investigações também indicam que Caíque pode ter participado dos atentados que deixaram feridos Gabriel dos Santos Souza, de 18 anos, namorado de Kailayne, e um adolescente de 16 anos, amigo de Pedro. A prisão foi realizada por equipes da SIG (Seção de Investigações Gerais) da PC (Polícia Civil), com apoio da PM (Polícia Militar), após a identificação de um Fiat Palio com características semelhantes ao utilizado em um dos crimes.

Foto: reprodução/redes sociais
O veículo foi localizado saindo de um imóvel e acompanhado até um posto de combustíveis, onde o condutor foi abordado. Com ele, os policiais encontraram uma pistola calibre 9 milímetros. Em seguida, as equipes retornaram ao endereço de origem e apreenderam um revólver calibre 38, além de dezenas de munições. Caíque foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, com uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas, duas tentativas de homicídio e também por porte e posse irregular de armas de fogo. Diante da gravidade dos crimes, foi solicitada a conversão da prisão em preventiva.
Um dos casos que chocaram a cidade foi o assassinato de Kailayne, morta a tiros na noite de domingo, na região da Lagoa Maior, enquanto trabalhava em uma barraca de lanches. Segundo a polícia, dois homens chegaram em uma motocicleta, simularam um assalto e efetuaram diversos disparos. A jovem foi atingida no tórax e morreu no local. Gabriel, que estava com ela, também foi baleado e socorrido em estado grave pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). No dia anterior, Pedro foi executado com pelo menos nove tiros em frente a uma residência no Bairro São Jorge, ataque que também deixou um adolescente ferido.
De acordo com o delegado Ricardo Henrique Cavagna, responsável pelo caso, as investigações continuam para esclarecer a motivação dos crimes e a possível relação entre o suspeito e as vítimas. Até o momento, não há indícios concretos de ligação com facção criminosa. Caíque permaneceu em silêncio durante o depoimento e o caso segue sob apuração das autoridades.
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