A defesa do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, protocolou nesta semana um pedido de liberdade alegando problemas de saúde. Preso desde o dia 24 de março, Bernal é réu pelo assassinato do servidor estadual Roberto Carlos Mazzini.
De acordo com o advogado Oswaldo Meza, o ex-prefeito apresenta quadro clínico debilitado e necessita de tratamento urgente. A defesa solicita que ele cumpra prisão domiciliar, mediante aplicação de medidas cautelares. “Está acometido de enfermidades graves que necessitam ser tratadas”, argumentou.
Na quarta-feira (15), a Justiça aceitou a denúncia contra Bernal por homicídio triplamente qualificado, além de porte ilegal de arma de fogo e violação de domicílio. A decisão foi assinada pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, que também estabeleceu prazo de dez dias para que a defesa apresente resposta formal às acusações.
No mesmo despacho, o magistrado determinou que a 19ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e a CGP-MS (Coordenadoria-Geral de Perícias de Mato Grosso do Sul) encaminhem laudos completos, originais e coloridos, além de outros documentos relacionados ao caso.
Com a aceitação da denúncia, Bernal passa a responder por homicídio triplamente qualificado, com agravantes como motivo torpe, meio cruel e vítima com mais de 60 anos. Nessa condição, a pena pode variar de 12 a 30 anos de prisão, podendo ultrapassar 40 anos ao somar os demais crimes imputados. Em casos simples, o homicídio prevê pena de 6 a 20 anos.
O crime ocorreu no dia 24 de março, em um imóvel que pertencia ao ex-prefeito, mas que havia sido arrematado em leilão por Mazzini no ano anterior. Na ocasião, a vítima foi até o local acompanhada de um chaveiro para tomar posse da residência, quando foi atingida por ao menos dois disparos de arma de fogo.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 14h e realizou manobras de reanimação por cerca de 25 minutos, mas o servidor não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Após o crime, Bernal se apresentou espontaneamente na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro. O chaveiro que presenciou o assassinato foi encaminhado ao Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada), onde prestou depoimento.
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