PM preso por suspeita de furto de drogas é alvo de nova fase da Operação Rota Blindada

Foto: Nilson Figueiredo
Foto: Nilson Figueiredo

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou, nesta sexta-feira (17), a segunda fase da Operação “Rota Blindada”, que investiga um esquema de tráfico de drogas entre Corumbá e Campo Grande. Entre os alvos está o policial militar Lucas Villegas Campos, preso anteriormente sob suspeita de furtar parte de uma carga de entorpecentes.

De acordo com o delegado Guilherme Sarian, a operação é um desdobramento de investigações iniciadas no fim de janeiro, após a apreensão de drogas em um galpão na região do Indubrasil, na Capital. Na ocasião, duas pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Militar.

A partir desse caso, a polícia passou a apurar a origem do entorpecente e identificou que a carga teria saído de Corumbá e sido transportada até Campo Grande com o uso de uma viatura oficial, conduzida por um policial penal. A descoberta motivou a primeira fase da operação, realizada em fevereiro, quando foram cumpridos mandados de prisão, incluindo contra Antônio Fernando Martins da Silva, apontado como dono da droga.

Nova fase amplia investigações

Com o avanço das apurações, a análise de celulares e outros materiais apreendidos indicou a participação de novos envolvidos, levando à segunda fase da operação. Mandados de prisão foram cumpridos em diferentes estados: um suspeito foi preso em Corumbá, outro no Paraná, e três em Campo Grande, todos ligados à logística de transporte e armazenamento da droga.

Um dos investigados não foi localizado, mas, na residência dele, foi apreendida quantidade significativa de cocaína. Já o policial militar Lucas Villegas Campos voltou a ser alvo de mandado, mesmo já estando preso por outro caso envolvendo furto de drogas no Bairro Parque dos Girassóis — situação que, segundo a polícia, não tem relação direta com esta investigação.

Conforme o delegado, há indícios de que parte da carga transportada não foi apreendida. “Temos elementos concretos de que a droga trazida de Corumbá não foi apreendida na integralidade”, afirmou.

Estrutura organizada e uso de viatura oficial

Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de funções que incluía armazenamento da droga na região de fronteira, transporte até a Capital, locação de galpão para descarregamento, monitoramento por “olheiros” e apoio logístico na distribuição.

As investigações apontam ainda para possível participação de agentes públicos no esquema. A apuração sobre o envolvimento de outros policiais ficará a cargo da Corregedoria da Polícia Militar.

A operação é coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico e conta com apoio de outras unidades especializadas, como as delegacias de Repressão a Roubos e Furtos, de Homicídios e de Proteção à Pessoa, e de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros.

Defesa alega falta de acesso ao inquérito

A defesa de dois investigados presos nesta fase, Rodrigo Osório e Joel Lopes, informou que ainda não teve acesso ao inquérito, que tramita sob segredo de Justiça. O advogado Cleiton Lopes afirmou que, até o momento, não é possível detalhar as acusações.

Segundo ele, a informação preliminar é de que ambos teriam participação restrita à logística envolvendo o galpão onde a droga foi descarregada. A defesa também destacou que os investigados não possuem relação próxima e que não foram encontrados materiais ilícitos durante o cumprimento dos mandados.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e esclarecer completamente a dinâmica do esquema criminoso.

 

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