Dourados investiga mais duas mortes por chikungunya; cidade já soma 5 vítimas

Foto: Arquivo/ O Estado
Foto: Arquivo/ O Estado

A cidade de Dourados investiga duas novas mortes suspeitas por chikungunya, registradas na última sexta-feira (3), que envolvem um adolescente, de 12 anos, e um homem, de 55 anos. O município já contabiliza cinco mortes confirmadas pela doença e enfrenta aumento expressivo no número de infecções, principalmente entre indígenas aldeados.

Segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde, Dourados já soma 2.733 casos prováveis de chikungunya. Desse total, 1.365 foram confirmados, 469 descartados e 1.837 seguem em investigação, o que totaliza 3.671 notificações.

Vale ressaltar que a maior parte dos casos tem ocorrido em aldeias indígenas. Todas as mortes confirmadas e também as que ainda estão sendo investigadas, foram registradas entre indígenas aldeados. Nessas comunidades, já são 1.608 casos prováveis, sendo 1.115 confirmações e 227 atendimentos hospitalares relacionados à doença.

Força-tarefa reforça ações nas aldeias

Conforme já noticiado pelo jornal O Estado, diante do aumento expressivo dos casos, o Ministério da Saúde iniciou uma força-tarefa para conter o avanço da doença nos territórios indígenas de Dourados.

Como parte das ações, 50 novos agentes de combate às endemias devem atuar exclusivamente nas aldeias. Os primeiros 20 profissionais começaram as atividades neste sábado (4). Os outros 30 chegam ao longo do fim de semana e iniciam o trabalho de campo nesta segunda-feira (6).

Além das medidas de saúde, o Governo Federal também inicia hoje (6), a distribuição de 2 mil cestas de alimentos às comunidades indígenas. A meta é entregar 6 mil unidades até junho, em ação conjunta com a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), o MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e a Defesa Civil.

O reforço na assistência à saúde indígena deve continuar nos próximos meses. A Sesai (Secretaria de Saúde Indígena) informou que, a partir de maio, 102 novos profissionais serão incorporados ao DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) em Mato Grosso do Sul.

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