Vereadores pedem mais 60 dias para analisar documentos que podem cassar prefeito afastado de Terenos

Foto: Nilson Figueiredo
Foto: Nilson Figueiredo

Em decisão conjunta dos vereadores, a Câmara Municipal de Terenos decidiu ampliar o prazo para análise dos documentos referentes a investição do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), que levou ao afastamento e medidas cautelares contra o prefeito- Henrique Budke, e empresários, alvos da Operação Spotless. O prazo inicial era final de abril.

O novo prazo estipulado conta com mais 60 dias, isso porque cada parlametar estuda os documentos de forma separada e individual. “O documento é muito extenso e a análise precisa ser minuciosa. Por conta disso eles decidiram por aumentar o prazo da análise”, comunicou a assessoria da Casa de Leis de Terenos.

Desde o recebimento dos documentos, a análise é feita em ambiente controlado e restrito dentro da sede da Câmara, com acesso limitado a um vereador por vez e um servidor designado para acompanhar a leitura. Também está proibido o uso de celulares, câmeras ou qualquer dispositivo que capture conteúdo dos autos, para garantir o sigilo absoluto das informações.

Os documentos em análise incluem a denúncia e provas autorizadas pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que permitiu a entrega à Câmara de cópias da investigação que apontou supostas fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e pagamento de propina envolvendo Budke e outras mais de duas dezenas de pessoas.

A operação desarticulou um esquema que teria movimentado mais de R$ 15 milhões em contratos públicos, com mandados de prisão, busca e apreensão cumpridos em Terenos e em outras cidades. Enquanto isso, Budke segue afastado do cargo e monitorado por tornozeleira eletrônica enquanto o processo tramita.

Os vereadores tem o poder de decidir pela abertura de uma ivestigação pela cassação do mandato de Henrique Budke.

 

Sarah Chaves

 

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