Vereador de Dourados Daniel Júnior vence eleição para presidir União das Câmara

Vereador Daniel Júnior 
vai comandar a UCV 
por quatro anos - Foto: Nilson Figueiredo
Vereador Daniel Júnior vai comandar a UCV por quatro anos - Foto: Nilson Figueiredo

Após 12 anos, UCV muda o comando da entidade e tem Junior Coringa, da Capital de vice-presidente

 

Após 12 anos na presidência da UCVMS (União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul), Jeovani Vieira – PSDB – Jateí, não foi reeleito para o cargo. Desta vez, Daniel Júnior (PP- Dourados) irá comandar a instituição, que tem como foco representar o Poder Legislativo Municipal dos municípios do Estado. A “Chapa Renovação” foi eleita nessa quarta-feira (2), com a maioria dos votos das 32 Casas de Leis, em um placar majoritário.

A chapa de Daniel tem Junior Coringa (MDB) de Campo Grande como vice, Leandro Caramalac (PSD) de Terenos como segundo-vice, Neto Santos (Republicanos) como Tesoureiro e Jota Pereira (União) de Jardim como Secretário-geral. A expectativa é que o grupo assuma dentro de 30 dias após as votações e terá mandato de 4 anos.

Entre suas principais mudanças, Daniel Júnior planeja facilitar a filiação da câmara na União e quitar os débitos da entidade. “Nós vamos entrar, vamos ver realmente como está a situação financeira, que nós temos um panorama de fora. Já sabemos que é algo muito complexo, mas eu não tenho dúvida de que com o time que nós temos, vamos fazer um bom trabalho. Em seis meses, nós vamos recuperar as contas, vamos recuperar a credibilidade, sim começar a investir nesse grande lugar aqui, que é a nossa entidade”, falou ao se referir à sede da UCVMS.

O vereador de Campo Grande, Junior Coringa (MDB), que conseguiu participar da eleição por meio de uma liminar, tendo em vista que a Capital não é filiada à UCVMS, destacou o desejo de implementar o formato de eleição bienal, feita a cada dois anos, para impedir mandatos longos. “Nós vamos ter um novo momento, depois de 12 anos, é histórico isso. Agora nós temos uma missão, que é fazer um projeto de dois em dois anos, com mandato, no máximo uma reeleição, para que a gente possa ter revezamento no poder”.

A eleição teve troca de acusações sobre o processo eleitoral. A chapa de Daniel Júnior acusou a chapa de Jeovani de manobras para vencer a eleição, citando como exemplo a autorização para ex-vereadores votarem. Já a chapa liderada pelo atual presidente criticou a comissão eleitoral, alegando favorecimento à chapa de oposição. Eles criticaram o fato de a comissão ter 31 urnas, uma para cada município, alegando tratar-se de uma pressão para controlar o voto dos vereadores.

Atualmente, a UCVMS tem apenas 31 Câmaras filiadas, mas não por falta de tentativa das demais Casas.

 

Por Carol Chaves

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