“Toda hora eu sou vice, mas nunca ninguém me ligou”, disse a senadora sobre especulações em chapa de Flávio
A senadora Tereza Cristina afirma que o PP tem uma aliança com o PL para colocarem dois senadores de direita no Senado. O motivo de não terem uma chapa pura seria por já contarem com o governador Eduardo Riedel (PP) nas eleições, conforme declarou em coletiva na sexta-feira (27).
“Se ele [Riedel] não viesse para o PP, nós não teríamos candidato. Muito pouco, provavelmente, teríamos candidatos ao Senado. Por quê? Porque isso é uma construção. O que nós queremos? Nós temos que ser pragmáticos, ganhar a eleição”, explica Tereza Cristina.
Para a senadora, as vagas de vice e suplente devem ser para acomodar os aliados e a decisão faz parte de um acordo do PP com o PL. Os dois partidos se apoiarão no pleito, com o PL apoiando a reeleição de Riedel e com o PP apoiando as candidaturas de Capitão Contar (PL) e Reinaldo Azambuja (PL).
Mesmo não descartando as chances de sair um candidato ao Senado pelo Progressistas, Tereza afirma que apenas com as pesquisas será batido o martelo com a montagem das chapas. “É uma matemática que não é exata, mas é conta. A possibilidade de votos de cada um para a gente fazer essa montagem de chapa”.
Sendo de direita, tem como objetivo a vitória sobre o PT. “Nós temos que ter um tabuleiro muito bem montado para ganhar a eleição e tentar fazer dois candidatos da direita. […] Nós temos no PP ótimos candidatos a senador. Mas isso só vai acontecer se, no final das contas, for necessário. Hoje, política é muito o hoje. Hoje é não”.
Tereza ainda desmente os rumores de ser vice do pré–candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirma que não houve nenhum pedido formal dele e nem de outros candidatos. “Me surpreende às vezes eu ver meu nome servindo para serviço de todo mundo. Outro dia eu brinquei até, só falta o Lula. […] Toda hora eu sou vice de alguém. Nunca ninguém me ligou para dizer: Olha, vamos conversar sobre esse assunto seriamente”.
Para a parlamentar, nenhum candidato é imbatível nas eleições, nem mesmo Riedel, que já conta com o apoio da maioria dos partidos de centro e direita. “Não existe eleição ganha, quem pensa isso começa perdendo a eleição”. Com a janela partidária perto de se abrir, o tabuleiro político deve mudar.
O PL no estado deve se tornar o partido mais forte, desbancando o PSDB e, com a ida do governador ao PP, Tereza acredita que o movimento deu força ao partido.
Ainda, é uma das lideranças da maior federação política em número de parlamentares e a união com o PL garantirá ainda mais influência à direita.
Segundo ela, tudo faz parte de um “projeto de Brasil”. Nesta semana, Tereza inaugurou o Instituto Diálogos, que planeja promover o debate entre setores do agronegócio, do empreendedorismo e dos órgãos públicos. Também é relatora do acordo Mercosul–UE (União Europeia), um dos maiores acordos comerciais do mundo, fazendo negócios com R$ 700 milhões de pessoas.
“O Brasil hoje é um player importante no mundo, mas nós temos que saber em que cadeira nós queremos sentar. Então, é por isso que nós temos aí grandes desafios e grandes transições”, explica. Ainda comenta que o país precisa melhorar a segurança na região fronteiriça para que haja menor gasto da máquina pública.
Já sobre o escândalo do Banco Master, a senadora acredita que não há necessidade de uma CPMI, sendo trabalho da Polícia Federal as investigações. Segundo ela, é preciso ter calma e equilíbrio, “para não acontecer como aconteceu na Lava Jato”, relembrou.
Por Lucas Artur e Brunna Paula
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