Reforço policial em Ponta Porã segue por tempo indeterminado, diz secretário

Ponta Porã
Foto: Reprodução
Por Rafaela Alves – Jornal O Estado de MS

Conforme dados da Sejusp, até o momento, 7 mortes  foram registradas no município neste ano

O reforço policial na região de fronteira em Ponta Porã, município distante 329 quilômetros da Capital, enviado para o local após o atentado que assassinou o prefeito de Pedro Juan Caballero, cidade gêmea da brasileira, José Carlos Acevedo, segue por tempo indeterminado. A informação é do secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira. Segundo ele, as autoridades paraguaias estão mantendo estreita relação com as autoridades brasileiras buscando reprimir não somente esse, mas outros crimes que podem ter conexão. 

Ponta Porã

“Neste sentido nós vamos apoiar as autoridades paraguaias ou bolivianas sempre que for necessário. Nós estamos com equipes das unidades especializadas, como o DOF (Departamento de Operações de Fronteira), Garra (Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), BOPE (Batalhão de Operações Especiais), Batalhão de Choque e a própria Polícia Rodoviária Estadual atuando de uma forma muito intensa, inclusive, através da Operação Hórus”, explicou. 

Conforme já noticiado pelo O Estado, o prefeito de Pedro Juan foi o sexto político assassinado em oito meses na região de fronteira do Estado. Ele foi o primeiro com mandato morto neste ano. Em 2021 foram outros cinco políticos executados. 

A série de mortes começou em setembro, com a morte do empresário e ex-vereador Joanir Subtil Viana, de 53 anos. Ele, segundo informações policiais, tinha passagens por tráfico de drogas. 

Ainda em setembro do ano passado, no dia 30, um político paraguaio foi morto. Néstor Echeverría foi executado com mais de 40 tiros. Ele teria realizado diversas denúncias contra políticas de Pedro Juan Caballero. Depois em outubro foi a morte do vereador em mandato em Ponta Porã, Farid Charbel Badaoui Afit, 37 anos. Ele foi assassinado enquanto andava de bicicleta. 

No fim do mesmo mês, mas na cidade de Paranhos, o vereador Hugo Leonardo da Silva Gonçalves foi encontrado morto com diversos disparos de arma de fogo. O último assassinato politico foi no dia 15 de novembro do ex-suplente de deputado federal pelo Departamento de Amambay, Rubens Sanchez. Ele foi morto enquanto dormia. 

Questionado se os políticos estavam sendo o foco do crime organizado na região e fronteira, Videira afirmou que, em muitos casos, a morte não está relacionada a atividades políticas da vítima.

“Mas muitos crimes estão ligados a atividades particulares que aquela pessoa exerceu no passado ou ainda exercia. Por exemplo, alguns deles já tinham sido presos e processado por tráfico de drogas. Então não significa que a morte está ligado à atividade política”, pontuou Videira, que também destacou que os irmãos Acevedo estavam tendo uma atuação significativa da segurança na fronteira. 

“O crime organizado tende a atacar aquelas pessoas que combatem as suas ações e muitos políticos, a exemplo dos irmãos Acevedo, têm defendido a bandeira da segurança pública na região de fronteira. Então as mortes que ceifaram, por exemplo, teus familiares, a sua sobrinha, são decorrentes do tráfico de drogas que tem disputado o território na fronteira, principalmente Pedro Juan Caballero”, complementou. 

Homicídios 

Conforme dados da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), até a última terçafeira (24), sete mortes foram registrados em Ponta Porã. O número é 61% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando ocorreram 18 assassinatos no município de fronteira.

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