O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda diplomática intensa nesta quinta-feira (19), em Nova Délhi, com reuniões com o CEO do Google, Sundar Pichai, e com o primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenković. Os encontros ocorreram durante a Cúpula sobre Impacto da Inteligência Artificial, na Índia, onde Lula voltou a alertar para os perigos da manipulação de conteúdos por IA e defendeu a regulamentação das big techs.
Segundo o Palácio do Planalto, a reunião com Pichai ocorreu a pedido do executivo, que ressaltou a importância estratégica do Brasil para a empresa e destacou investimentos no país, como a abertura do Centro de Engenharia em São Paulo, além de ações em infraestrutura e parcerias com o setor público.
Lula afirmou que apresentou ao CEO a “visão brasileira para a inteligência artificial”, citando iniciativas do governo em serviços públicos digitais, o Plano Brasileiro de IA e projetos voltados à atração de investimentos em data centers. O presidente também relatou ter manifestado preocupação com os riscos da tecnologia, especialmente para meninas e mulheres, e com a necessidade de um marco regulatório em debate no Congresso Nacional, incluindo medidas de proteção à indústria criativa brasileira.
De acordo com Lula, o Google sinalizou compromisso em aprofundar a parceria com o governo brasileiro e ampliar ações junto ao setor privado no país.
Acordo Mercosul–União Europeia e defesa do multilateralismo
Na reunião bilateral com o premiê croata, o foco foi a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Conforme informou o Planalto, os líderes manifestaram expectativa de que o instrumento entre em vigor “com a brevidade possível” e concordaram sobre a importância estratégica do acordo diante do recrudescimento do unilateralismo e do protecionismo comercial.
Os dois também abordaram temas de paz e segurança internacional. Lula lamentou os elevados gastos globais com armamentos e defendeu o fortalecimento do multilateralismo e do papel da Organização das Nações Unidas na mediação de conflitos e na promoção da cooperação entre os países.
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