Uma noite que deveria ser de tranquilidade se transformou em tragédia para uma família em Jardim, município localizado a 235 quilômetros de Campo Grande. Na noite dessa sexta-feira, dia 24 de abril de 2026, uma adolescente de 14 anos foi vítima de um estupro no quintal da própria residência. O crime ocorreu no momento em que a jovem saiu de dentro do imóvel para utilizar o banheiro, que fica localizado na área externa da casa, aproveitando-se do curto intervalo em que a mãe da vítima havia se ausentado para realizar compras em um mercado próximo.
De acordo com o relato da vítima, por volta das 21h, ao se dirigir ao banheiro externo, a adolescente percebeu que a iluminação do local se apagou repentinamente. No escuro, ela foi surpreendida por um homem que a abordou por trás, a imobilizando e tapando sua boca para evitar que gritos de socorro fossem ouvidos. Após o ato de violência, a jovem conseguiu entrar em contato com a mãe por telefone, que retornou imediatamente para prestar socorro e acionar as autoridades.
Ao chegar ao local, a mãe iniciou uma busca por pistas e conversou com vizinhos na tentativa de identificar o paradeiro do agressor. Embora ninguém tenha visto o suspeito em fuga, uma moradora da região relatou ter ouvido latidos intensos de cães no horário do crime. A suspeita levantada pelos moradores é de que o invasor possa ter sido atacado e mordido por um dos animais da propriedade durante a investida ou na fuga, o que pode servir como um elemento importante para a identificação do criminoso pela polícia técnica.
Este episódio de violência em Jardim não é um caso isolado e reflete uma estatística alarmante no estado. Segundo dados do SIGO (Sistema Integrado de Gestão Operacional), Mato Grosso do Sul já contabilizou 648 registros de estupro apenas nos primeiros quatro meses de 2026. O perfil das vítimas traçado pelos indicadores oficiais é desolador, na grande maioria dos boletins de ocorrência lavrados neste ano, as vítimas são crianças e adolescentes do sexo feminino, evidenciando a persistente vulnerabilidade deste grupo diante de crimes sexuais em ambiente doméstico e peridoméstico.
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