Peão é preso por violência sexual de vulnerável em Coxim e mãe da vítima é detida por abandono

Foto: reprodução/Prefeitura de Coxim
Foto: reprodução/Prefeitura de Coxim

Um crime chocante mobilizou as autoridades policiais na tarde do último domingo (5). Um peão de 21 anos foi preso em flagrante sob a acusação de estuprar uma menina de apenas 11 anos. A mãe da criança, uma mulher de 38 anos, também foi detida e autuada por abandono de incapaz.

O caso aconteceu no município de Coxim, localizado a cerca de 253 quilômetros da Capital, Campo Grande. Conforme o registro policial, a PM (Polícia Militar) chegou ao local após receber denúncias anônimas relatando que o rapaz mantinha um relacionamento amoroso com a criança.

Ao chegarem na residência do suspeito, os policiais encontraram um cenário de negligência. A vítima de 11 anos estava acompanhada de sua irmã, uma bebê de apenas 8 meses. Ao ser confrontado pela guarnição, o jovem confessou que mantinha o “namoro” com a menina há aproximadamente um mês. Ele admitiu ter tido relações sexuais com a criança, inclusive na madrugada de domingo, alegando que os atos eram “consentidos”.

Vale ressaltar que, perante a lei brasileira, o envolvimento sexual com menores de 14 anos é configurado como estupro de vulnerável, independentemente de qualquer tipo de consentimento. Durante a abordagem, a menina tentou proteger o suspeito, omitindo sua idade real e alegando que estava na residência apenas para cuidar da irmã caçula.

A mãe das crianças foi localizada posteriormente, trabalhando em um bar em outro bairro. Em sua defesa inicial, ela afirmou acreditar que as filhas estivessem na casa da madrinha e negou saber que a menina estaria com o suspeito. No entanto, o peão desmentiu a versão da mulher em depoimento na delegacia, afirmando que a mãe tinha pleno conhecimento e consentia com o relacionamento.

Diante das evidências e da confissão, o peão foi preso em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável. A mãe da vítima foi autuada por abandono de incapaz, devido à exposição da filha de 11 anos e do bebê de 8 meses a situações de risco e vulnerabilidade.

As crianças foram imediatamente acolhidas pelo Conselho Tutelar, que agora presta assistência e acompanha o desdobramento do caso para garantir a segurança das menores.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil para apurar a extensão da responsabilidade da genitora e os detalhes do período em que o crime vinha ocorrendo.

 

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