Casos disparam nas aldeias, superam números de 2025 e mobilizam força-tarefa para conter o surto
A situação da chikungunya em Dourados se agravou e já é tratada como epidemia na Reserva Indígena, onde quatro mortes foram confirmadas. O avanço rápido da doença nas últimas semanas acendeu o alerta, principalmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, que concentram a maior parte dos casos.
Segundo o Dourados News, na reserva, são 407 notificações, com 202 casos confirmados, além de 181 em investigação e quatro óbitos entre eles um bebê de três meses. Os números já ultrapassam todo o registrado em 2025 no município. Mesmo com população bem menor, cerca de 20 mil pessoas, a incidência nas aldeias é proporcionalmente muito mais alta que na área urbana.

Foto: Dourados News
Fora da reserva, o cenário também preocupa: em 2026, já são 912 notificações, com 379 confirmações, embora sem mortes registradas até o momento.
Para tentar frear o avanço, equipes de saúde realizam um mutirão nas aldeias, com visitas a imóveis, eliminação de criadouros e aplicação de inseticida. Até agora, mais de 4,3 mil locais foram vistoriados, com mais de mil focos do mosquito identificados — a maioria em caixas d’água, lixo e pneus.
Transmitida pelo Aedes aegypti, a chikungunya causa febre alta, dores intensas nas articulações e pode levar a complicações graves. A principal forma de prevenção continua sendo eliminar água parada, ambiente ideal para a proliferação do mosquito.
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