Um caminhão-tanque tombou no início da tarde desta segunda-feira (4) e provocou a interdição da BR-060, na saída para Sidrolândia, em Campo Grande. O acidente, registrado por volta das 12h no km 368, deixou uma vítima e mobilizou equipes de emergência devido ao vazamento de carga perigosa, com risco de explosão.
De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), o veículo transportava combustível — possivelmente álcool ou gasolina — e houve derramamento significativo na pista. Por conta do alto risco, especialmente pela inflamabilidade do produto e pela temperatura elevada do asfalto, a rodovia precisou ser totalmente bloqueada para garantir a segurança de motoristas e permitir o trabalho das equipes de resgate.
O congestionamento chegou a cerca de cinco quilômetros na BR-060. Já para quem trafega pela região da Avenida Gunter Hans em direção à rodovia, o bloqueio se estende por aproximadamente 300 metros.

Foto: Roberta Martins
A PRF confirmou que há uma vítima no acidente, mas até o momento não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde. Equipes do Corpo de Bombeiros atuam no local para conter o vazamento e realizar a limpeza da pista, etapa essencial para a liberação do tráfego.
Segundo um policial rodoviário que acompanha a ocorrência, o isolamento da área é fundamental diante do risco elevado. “A barreira de trânsito é justamente para proteger a integridade física dos motoristas. Houve o tombamento de uma carreta com álcool 99%, e pela alta inflamabilidade o risco de explosão é muito grande. Estamos isolando a área para que o Corpo de Bombeiros trabalhe com segurança”, explicou.
Ainda conforme a avaliação inicial, a carreta transportava uma grande quantidade de combustível, podendo haver o derramamento de pelo menos 10 a 20 mil litros, o que amplia o risco de incêndio ou explosão.
Motoristas que desrespeitarem o bloqueio e tentarem furar a barreira poderão ser responsabilizados conforme o Código de Trânsito Brasileiro. A orientação das autoridades é utilizar rotas alternativas e seguir as instruções das equipes no local.
A jovem Maria Eduarda Assunção Gomes, de 21 anos, relatou os transtornos causados pelo bloqueio. “A gente teve que andar cerca de um quilômetro e meio para conseguir pegar o ônibus. Está muito congestionado e com cheiro forte de álcool. Foi bem cansativo e dá medo, porque é perigoso, pode pegar fogo”, disse.

Maria Eduarda Assunção Gomes – Foto: Roberta Martins
Quem também enfrenta dificuldades é a moradora de Maracaju, Noeli Elicker, de 43 anos, que esteve em Campo Grande para acompanhar o pai, de 78 anos, em uma consulta no Hospital Universitário e foi surpreendida pela interdição no momento do retorno. “Tá complicado, né? Não sei que hora que nós vamos chegar em casa agora. Tem que esperar, não tem o que fazer. Só tem essa rota, não tem outro caminho. A gente veio de manhã por causa da consulta dele, que precisa fazer uma cirurgia, e agora está voltando. Disseram que é um caminhão de combustível que derramou na pista, então tem que aguardar”, relatou.
Ainda não há previsão para liberação da rodovia. Segundo a PRF, o tráfego só será normalizado após a completa remoção do combustível derramado e a garantia de segurança na via.
*Com colaboração da repórter Maria Gabriela Arcanjo
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