Governo proíbe apostas sobre política, esportes e entretenimento em plataformas preditivas

Foto: divulgação
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O governo federal proibiu a oferta de apostas envolvendo política, esportes e entretenimento em plataformas de mercado preditivo no Brasil. A decisão foi formalizada pelo Conselho Monetário Nacional por meio da Resolução nº 5.298, publicada na sexta-feira (24), e passa a valer a partir de 4 de maio.

A medida impede que empresas, inclusive estrangeiras, ofereçam esse tipo de contrato no país, com o objetivo de fechar brechas regulatórias e limitar operações consideradas semelhantes a jogos de azar.

Apenas indicadores econômicos seguem liberados

Com a nova regra, ficam autorizadas apenas negociações ligadas a indicadores econômicos, como inflação, taxa de juros, câmbio e preços de commodities. A supervisão dessas operações segue sob responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários.

Segundo o governo, contratos baseados em eventos não financeiros — como eleições, resultados esportivos, reality shows ou premiações culturais — passam a ser enquadrados como jogos de azar. Nesses casos, a exploração depende de regras específicas, semelhantes às aplicadas às chamadas “bets”, que exigem autorização do Ministério da Fazenda e seguem normas de proteção ao consumidor.

Como funciona o mercado preditivo

O mercado preditivo opera de forma semelhante a uma bolsa, em que usuários compram e vendem contratos baseados em previsões sobre eventos futuros. Caso o resultado previsto se concretize, há ganho financeiro; caso contrário, o participante arca com prejuízo.

A principal diferença em relação às casas de apostas tradicionais está no modelo de funcionamento. Enquanto nas bets as empresas definem as regras e pagam os prêmios, nas plataformas preditivas os próprios usuários negociam entre si, com valores variando conforme a oferta e a demanda.

Bloqueio de plataformas e fiscalização

Com a nova regulamentação, contratos relacionados a esportes, política e entretenimento ficam proibidos, afetando grande parte das operações dessas plataformas, que vinham ganhando espaço no país sem uma regulamentação clara.

O governo informou que já determinou o bloqueio de dezenas de sites que atuavam nesse segmento. A iniciativa busca reduzir a especulação e organizar o setor, que apresentava crescimento acelerado.

A regulamentação complementar ficará a cargo da CVM, responsável por fiscalizar o cumprimento das novas regras e garantir que as operações autorizadas sigam os parâmetros estabelecidos pelo sistema financeiro nacional.

 

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