Com a privatização cada vez mais próxima, lojistas esperam por melhorias

Privatização
Foto: Wanderson Lara
Por Rafaela Alves – Jornal O Estado

Anac aprovou as minutas do contrato e publicou edital com leilão previsto para ocorrer no dia 18 de agosto

Desde o mês passado, o Ministério da Infraestrutura publicou a portaria com a aprovação de que a privatização do Aeroporto Internacional de Campo Grande está cada vez mais próxima. Inclusive, na última segundafeira (6), a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovou as minutas do edital e dos contratos da 7ª rodada de concessão de aeroportos e marcou o leilão para o dia 18 de agosto.

 Com a privatização, os lojistas do terminal da Capital esperam que venham muitas melhorias, principalmente do fluxo de pessoas que circulam pelo aeroporto. Segundo o empresário, dono de uma agência de viagens, Paulo Pastana, 28 anos, hoje, o terminal é ponto de chegada e saída de passageiros apenas.

 “Eu conheço as duas realidades, tenho essa loja aqui no de Campo Grande e no de Curitiba, onde já está privatizado. Os dois têm bônus e ônus, mas esperamos que junto com a privatização, venham mais serviços para o terminal e com isso aumente o fluxo. Temos aeroportos hoje no país que são muito parecidos com shopping e isso acaba chamando o público para o local e isso acaba por gerar mais renda”, ressaltou. 

Foto: Wanderson Lara

Gerente de uma franquia de agência de viagem presente em 30 aeroportos do país, Orlando Santana, 55 anos, espera que a privatização seja um bom negócio para todos. “Tomara que seja uma boa a privatização desse aeroporto. Pagamos um aluguel hoje por essa loja que está fora da realidade. Nosso contrato vence no próximo ano, espero que até lá, já esteja privatizado e possamos renovar com a nova administradora do terminal”, disse.

Além do aeroporto de Campo Grande, no Estado, dentro do mesmo bloco e que serão administrados pela mesma empresa que ganhar o leilão, estão os aeroportos de Ponta Porã e Corumbá. Mas o bloco é composto ainda pelos aeroportos de Congonhas, em São Paulo (SP); Santarém, Marabá, Parauapebas e Altamira, no Pará; Uberlândia, Uberaba e Montes Claros, em Minas Gerais. A contribuição inicial mínima é de R$ 740,1 milhões. O valor estimado para todo o contrato é de R$ 11,6 bilhões.

Foto: Wanderson Lara

Já a encarregada de uma cafeteria, Clarice Santos, 24 anos, não sabe dizer como será o terminal com uma administração privada. “Única coisa que sabemos é que o contrato segue como fechamos até o vencimento, ai a renovação será com a nova administradora. Mas não sei se vai ficar pior ou melhor, sinceridade”, assegurou. 

 

 A Anac publicou na segunda as minutas do edital e dos contratos da 7ª rodada de concessão de aeroportos. Serão leiloados em blocos 15 aeroportos localizados nas regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste do país. O Aeroporto de Congonhas, que é o maior atrativo para investidores, lidera o bloco SP-MS- -PA-MG. O leilão foi agendado para ocorrer na B3, em São Paulo, no dia 18 de agosto.

 

Empresas

Umas das empresas cotadas para assumir a administração dos terminais do bloco de que Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá fazem parte é a CCR Aeroportos. Em nota, a empresa disse ao jornal O Estado que o Grupo CCR está sempre atento às oportunidades de negócios. “São analisadas de acordo com sua matriz de risco, pressupostos de disciplina de capital, segurança jurídica e criação de valor para os acionistas e investidores”, dizia trecho da nota.

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