Com 22 mil inadimplentes, dívidas do Fies somam R$ 1,6 bilhão em Mato Grosso do Sul

Foto: reprodução
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Mais da metade dos contratos do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) em Mato Grosso do Sul está inadimplente. Dados enviados pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) mostram que o Estado possui atualmente 38.499 contratos ativos do programa, sendo que 22.421 já estão com parcelas em atraso na fase de amortização.

O montante devido chama atenção: as dívidas acumuladas chegam a aproximadamente R$ 1,6 bilhão. O cenário revela que milhares de estudantes financiaram a graduação, concluíram ou interromperam os cursos, mas acabaram sem condições de manter o pagamento das prestações.

Diante do alto índice de inadimplência, o Governo Federal lançou o Desenrola Fies 2026, programa criado para renegociação das dívidas do financiamento estudantil. A iniciativa foi instituída pela Medida Provisória nº 1.355/2026, assinada em 4 de maio, que altera a Lei nº 10.260/2001, responsável pela regulamentação do Fies.

A proposta funciona como uma espécie de “refis” para estudantes endividados. Segundo o MEC (Ministério da Educação), o objetivo é reduzir a inadimplência, permitir a regularização financeira dos contratos e possibilitar que os beneficiários recuperem acesso ao crédito e reorganizem a vida econômica.

Pelas regras divulgadas, estudantes com parcelas vencidas há mais de 90 dias poderão renegociar os débitos com perdão total de juros e multas. Também haverá desconto de até 12% sobre o valor principal da dívida para quem optar pelo pagamento à vista.

Já os contratos parcelados poderão ser quitados em até 150 prestações mensais, mantendo o abatimento integral dos encargos financeiros.

O programa prevê ainda condições especiais para estudantes inscritos no CadÚnico (Cadastro Único) e em situação de vulnerabilidade social. Nesses casos, quando a dívida estiver vencida há mais de 360 dias, o desconto pode chegar a 99% do valor consolidado para quitação total.

Nos demais contratos com atraso superior a um ano, o abatimento poderá alcançar até 77% do valor total da dívida.

O Governo Federal ainda deve divulgar o calendário oficial e os canais para adesão ao programa de renegociação.

 

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