Líder de facção criminosa e esposa foram presos no país vizinho, de onde gerenciavam tráfico de drogas e armas na Bahia e no Rio de Janeiro
Kléber Nóbrega Pereira, conhecido como Kekeu, foi preso com a esposa em uma mansão de luxo na Bolívia e transferido neste domingo (10), em uma verdadeira força-tarefa, para Corumbá.
Durante a operação conjunta, que envolveu forças de segurança da Bahia, a esposa do criminoso, Micaely Santos da Silva — apontada como responsável pela movimentação financeira e pela lavagem de dinheiro do grupo — também foi presa.
Kekeu é apontado como responsável por ações do Comando Vermelho na Bahia e no Rio de Janeiro. Ele foi localizado em uma mansão avaliada em R$ 6 milhões, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.
Segundo as investigações, ele comandava da Bolívia operações ligadas ao tráfico de drogas e armas, corrupção de menores e execução de desafetos. Entre as ações ilícitas atribuídas ao grupo também estão roubos e outros crimes.
Mesmo fora do país, ele continuava gerenciando atividades criminosas no bairro Engenho Velho da Federação, em Salvador, além de manter influência nas regiões Sul e Sudoeste da Bahia.
“Mais uma grande ação da Polícia da Bahia, contando com total apoio das instituições bolivianas. Mostramos, novamente, que não temos fronteiras para combater o crime organizado. Não mediremos esforços para proteger a população do nosso estado. Informações sobre esses criminosos podem ser repassadas, com total sigilo, por meio do telefone 181 (Disque Denúncia da SSP). O anonimato é garantido por lei. Seguiremos firmes, sem dar trégua para as facções”, disse o secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner.
Fronteira
Segundo informações do Diário Corumbaense, o nome de Kekeu consta na lista da Interpol.
O subsecretário de Defesa Social e Substâncias Controladas da Bolívia, Ernesto Justiniano, informou por meio das redes sociais que Kekeu também aparece em documentos internacionais ligados ao grupo criminoso Comando da Paz.
Após a prisão, ele foi levado para Puerto Quijarro e, posteriormente, entregue à Polícia Federal, em um acordo de cooperação entre Brasil e Bolívia.
Conforme o site BNews, a operação internacional foi deflagrada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), com apoio da Polícia Federal e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), entre outras forças de segurança.
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