Impacto no tráfego aéreo: um dos mais movimentados do mundo, aeroporto de Dubai amanhece vazio

Área de desembarque vazia no Aeroporto Internacional de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em 2 de março de 2026 — Foto: REUTERS/Raghed Waked
Área de desembarque vazia no Aeroporto Internacional de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em 2 de março de 2026 — Foto: REUTERS/Raghed Waked

O Aeroporto Internacional de Dubai amanheceu vazio e quieto nesta segunda-feira (2), em meio à guerra entre EUA, Israel e Irã. O conflito tem fechado aeroportos pelo Oriente Médio e provocado cancelamentos generalizados de voos pela região.

O tráfego aéreo global foi fortemente prejudicado pela guerra, já que os bombardeios contínuos mantiveram fechados os principais aeroportos do Oriente Médio, incluindo Dubai — o aeroporto internacional mais movimentado do mundo — em uma das maiores interrupções na aviação dos últimos anos.

O conflito começou quando EUA e Israel lançaram bombardeios contra o território iraniano no sábado. Os ataques mataram mataram o líder supremo Ali Khamenei e autoridades militares do país. Como resposta, o Irã lançou ataques retaliatórios contra Israel e países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas.

Importantes aeroportos de conexão, incluindo Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e Doha, no Catar, foram fechados ou tiveram seu fluxo severamente restringido nos últimos dias, enquanto grande parte do espaço aéreo da região permanecia interditado após ataques dos EUA e de Israel que mataram o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.

A Emirates, maior companhia aérea internacional do mundo, informou que suspendeu todas as operações de e para o aeroporto em Dubai até terça-feira (3). Outras companhias aéreas também anunciaram cancelamentos de voos, veja abaixo:

  • Air France: cancelou voos entre Tel Aviv, Beirute, Dubai e Riade até 3 de março;
  • KLM: cancelou voos entre Dubai, Riade e Dammam até 6 de março;
  • British Airways: pediu que passageiros entre Londres e Abu Dhabi, Amã, Bahrein, Doha, Dubai ou Tel Aviv alterem as datas de voos, e quem voar até 8 de março pode pedir reembolso integral da passagem;
  • Air India: cancelou voos entre Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Israel e Catar até 2 de março;
  • Etihad: cancelou voos de e para seu hub Abu Dhabi até 2 de março;
  • Finnair: cancelou voos para Doha e Dubai até 6 de março e disse estar evitando o espaço aéreo de Iraque, Irã, Síria e Israel;
  • IndiGo (maior companhia aérea da Índia): cancelou todos os voos que utilizariam o espaço aéreo do Oriente Médio até pelo menos 2 de março;
  • ITA Airways: cancelou voos de e para Tel Aviv e não utilizará o espaço aéreo de Israel, Líbano, Jordânia, Iraque e Irã até 8 de março. Também cancelou voos de e para Dubai e Riade até 4 de março;
  • Lufthansa: cancelou voos de e para Tel Aviv, Beirute, Amã, Dammam, Erbil e Teerã até 8 de março, e voos de e para Dubai até 4 de março;
  • Japan Airlines: cancelou voos entre Tóquio e Doha até 3 de março.

O aeroporto de Ben Gurion, em Tel Aviv, em Israel, foi fechado para voos comerciais no sábado e será reaberto nesta segunda-feira “em um formato extremamente limitado”.

Israel afirmou nesta segunda-feira ter lançado no domingo uma nova onda de ataques contra o Irã, enquanto fortes explosões foram ouvidas pelo terceiro dia consecutivo perto de Dubai e sobre Doha, após o Irã realizar ataques aéreos de retaliação contra os países do Golfo.

O governo da Turquia afirmou nesta segunda-feira que cancelou todos os voos para Catar, Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos foram cancelados até terça. Voos para Irã, Iraque, Jordânia, Síria e Líbano também foram cancelados até sexta. Por outro lado, afirmou que voos para os aeroportos sauditas de Riad, Jidá e Medina, e também para o Omã, serão retomados.

Com g1

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