Atleta morador de Ponta Porã melhora marca pessoal com equipe sub-20
O Mundial de Marcha Atlética por equipes, disputado em Brasília domingo (12), foi palco de conquistas importantes para o Brasil — e também de afirmação de novos talentos. Entre eles, Vinícius da Silva Dias, que compete por Minas Gerais, mas mora em Ponta Porã. Ele alcançou sua melhor marca nos 10 km da categoria sub-20.
O jovem atleta terminou a prova entre os melhores colocados da delegação nacional e contribuiu para que o Brasil fechasse a disputa por equipes na 10ª posição geral da categoria. No individual, Vinícius — que nasceu em Sorocaba (SP), mas foi criado e deu seus primeiros passos no esporte em Ponta Porã — ficou entre os 35 melhores do mundo, resultado expressivo diante de um cenário altamente competitivo.
A O Estado, Vinícius celebrou o desempenho (31º lugar, com 47min04s, melhorando sua marca, de 48min38s) e destacou o nível técnico elevado da competição. “Foi uma sensação incrível estar em uma prova com um nível tão alto, ao lado de campeões e recordistas mundiais adultos e da minha categoria. Consegui fazer uma boa prova, melhorei minha marca em quase 2 minutos, quebrei o recorde estadual de Minas Gerais, que era do Rudney Nogueira, que também estava competindo no Mundial. Fui o segundo melhor brasileiro e conseguimos deixar a equipe do Brasil no sub-20 como a 10ª melhor do mundo e fui o 31° melhor no individual”, disse
Além do desempenho técnico, o marchador reforçou a importância da experiência de disputar um Mundial no próprio país, fator que trouxe uma carga emocional ainda maior à competição.
“O evento foi incrível, uma experiência diferente de todas as outras provas que já competi. A organização da Confederação Brasileira [de Atletismo] foi perfeita. Definitivamente, foi uma emoção muito grande representar o Brasil no meu primeiro mundial, vestir novamente essa camisa e entrar no maior palco do mundo, sentir a mistura de nervosismo e alegria antes da largada e conseguir fazer uma boa competição. Ao mesmo tempo, é animador perceber o quanto ainda posso melhorar”, revela à reportagem, o atleta radicado em Mato Grosso do Sul.
Delegação faz história em casa
Se nas categorias de base o desempenho já animou, entre os atletas de elite o Brasil teve motivos para comemorar. Principal nome da marcha atlética nacional, Caio Bonfim conquistou a medalha de bronze na prova da meia maratona, garantindo mais um resultado expressivo em sua carreira.
Diante da torcida, o atleta voltou ao pódio em mundiais e reforçou sua consistência na modalidade, acumulando resultados relevantes nos últimos anos.
“Viver de marcha atlética aqui no Brasil e acreditar, sonhar, estar em casa, não passar vergonha… Medalha não tem cor. Eu fui medalhista mundial em 2017 e 2023. No outro ano, fui prata no 35 km. E aí veio o ouro. A gente fica querendo só mais, mas são esses detalhes aí. Se eu faço uma prova mais segura, acho que teria mais para brigar. Só que eu não podia, porque essa prova é oito ou oitenta, ainda mais em casa. Vale muito pra mim”, disse ele, logo após a prova.
No feminino, o Brasil subiu ao pódio com a conquista do bronze por equipes, com Viviane Lyra, Gabriela de Sousa e Mayara Vicentainer chegando, respectivamente, na 5ª, 11ª e 12ª posições. O bronze feminino foi a primeira medalha coletiva conquistada pelo Brasil no Mundial de Marcha Atlética.
Por Ricardo Prado