Após derrota na Série D, Galo busca reagir com classificação na Copa Centro-Oeste
A viagem do Operário até Brasília carrega mais do que a disputa por uma vaga nas semifinais da Copa Centro-Oeste. O confronto diante do Capital-DF, hoje (29), às 18h (de MS), no Estádio JK, representa uma espécie de divisor de águas.
Domingo (26), o representante de Mato Grosso do Sul foi derrotado por 2 a 0 pelo Ivinhema, no Estádio Saraivão, resultado que empurrou a equipe para a vice-lanterna do Grupo A11 na Série D do Brasileiro. O desempenho evidenciou fragilidades já conhecidas: baixa consistência defensiva e dificuldade de reação em jogos decisivos.
Agora, a Copa Centro-Oeste surge como uma oportunidade imediata de redenção — ou de aprofundamento das dúvidas. No Grupo A, vencer é o único caminho minimamente seguro para o Operário seguir vivo. Com sete pontos e saldo negativo de dois gols, o clube entra na rodada final pressionado não apenas pelo resultado, mas também pelos critérios de desempate.
Um triunfo sobre o Capital leva o time aos 10 pontos e o mantém na briga direta por uma vaga na semifinal. Ainda assim, pode depender de combinações, pois Araguaína-TO e Rio Branco-ES, também chegam a esta última rodada com sete pontos (os tocantinenses têm três gols de saldo, e os capixabas, um). Vila Nova-GO e o próprio Capital, com cinco pontos cada, ainda têm chances de ultrapassar o Galo na tabela. O Primavera-MT, com um ponto, é o lanterna do grupo.
Os confrontos entre Primavera e Rio Branco, no Estádio Cerradão, em Primavera do Leste (MT), e entre Araguaína e Vila Nova, no Estádio Mirandão, em Araguaína (TO), estão marcados para o mesmo horário da partida da equipe campo-grandense.
O empate, por outro lado, significa praticamente apostar em um milagre estatístico. Já a derrota representaria o adeus à competição.
Oscilação cobra seu preço
A derrota para o Ivinhema escancarou a instabilidade. A aposta agora recai sobre nomes como Alex Choco, artilheiro nas competições da CBF em 2026, além dos reforços recém-integrados ao grupo — o volante Antônio Paixão e o lateral Breno Chaves. A expectativa é de um time mais agressivo, mas que precisará, sobretudo, corrigir suas vulnerabilidades, especialmente em um jogo em que sofrer gols pode ser fatal.
O duelo em Brasília ganhou contornos de final não apenas pela tabela, mas pelo momento do clube. A classificação representaria mais do que avanço esportivo: seria um alívio imediato após o tropeço na Série D e uma resposta mínima à desconfiança crescente. Por outro lado, uma eliminação tende a ampliar o ambiente de cobrança, colocando em xeque planejamento, desempenho e até o rumo da temporada.
Choco está á frente de Pedro, do Fla, em artilharia
Pedro é o novo vice-líder da artilharia do Brasil em 2026, considerando a primeira divisão dos estaduais e campeonatos regionais, nacionais e internacionais. O atacante do Flamengo marcou duas vezes na vitória sobre o Atlético-MG, por 4 a 0, neste domingo (26), e chegou a 15 gols na temporada.
O craque rubro-negro ultrapassou Carlos Vinícius, do Grêmio, neste fim de semana. Ambos estavam empatados com 13 gols, mas o atacante gremista passou a rodada em branco. Outro concorrente que ficou para trás é Vanílson, do GAS, de Roraima, que balançou as redes 14 vezes.
Líder do ranking tem 19 gols e é sensação do futebol sul-mato-grossense. Alex Choco, de 24 anos, começou o ano no Bataguassu e foi artilheiro do estadual, com 15 gols. No início de abril, transferiu-se para o Operário para a disputa da Série D e da Copa Centro-Oeste e já tem um hat-trick em cinco jogos.
Confira o ranking
Alex Choco (Operário-MS) – 19 gols;
Pedro (Flamengo) – 15 gols;
Vanílson (GAS) – 14 gols;
Carlos Vinícius (Grêmio) e Felipe Clemente (Gama) – 13 gols;
Ronaldo Tavares (Athletic-MG) e Mikael (CRB) – 12 gols;
J. Calleri (São Paulo), Flaco López (Palmeiras), Anselmo Ramon (Goiás), Kauã Maranhão (Piauí) e Mano (Guaporé-RO) – 11 gols.
Por Ricardo Prado, com UOL/Folhapress