Brasil registrou o maior volume de abate de bovinos para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do IBGE, enquanto Mato Grosso do Sul se consolida entre os principais polos produtores e industriais do setor
O desempenho histórico da pecuária brasileira no início de 2026 reforçou a importância de Mato Grosso do Sul no cenário nacional. Dados divulgados nesta terça-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o Brasil registrou recorde no abate de bovinos no primeiro trimestre do ano, enquanto o Estado segue entre os principais sustentáculos da atividade pecuária do país.
Entre janeiro e março, foram abatidos 10,29 milhões de bovinos no Brasil, volume 3,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O resultado representa o maior primeiro trimestre da série histórica iniciada em 1997.
Embora Mato Grosso mantenha a liderança nacional, Mato Grosso do Sul permanece entre os estados de maior relevância para a expansão da pecuária brasileira, impulsionado pela forte atuação da indústria frigorífica, pelo tamanho do rebanho e pela capacidade de processamento instalada no Estado.
Segundo o gerente de Pecuária do IBGE, Octávio Oliveira, a participação das fêmeas nos abates atingiu 49,9% no país, o maior percentual já registrado para um primeiro trimestre. O movimento indica uma retomada do ciclo de oferta de animais e contribuiu para ampliar a produção nacional de carne bovina.
Além da expressiva participação nos abates, Mato Grosso do Sul também se destaca na industrialização da cadeia pecuária. Os curtumes sul-mato-grossenses foram responsáveis por 12,1% de todas as peças de couro cru bovino processadas no Brasil no primeiro trimestre, colocando o Estado na terceira posição nacional.
Os números reforçam o protagonismo do agronegócio sul-mato-grossense e evidenciam a importância da pecuária para a geração de empregos, movimentação econômica e fortalecimento das exportações do Estado, consolidando Mato Grosso do Sul como uma das principais potências pecuárias do país.
Acesse as redes sociais do Estado Online no Facebook e Instagram