Pesquisa do O Estado aponta queda no valor da carne suína, enquanto itens como café pressionam o orçamento
Em meio às variações frequentes nos preços dos itens essenciais, a pesquisa mais recente da cesta básica realizada pelo jornal O Estado mostra que o consumidor de Campo Grande ainda enfrenta um cenário de instabilidade, mas com alguns sinais pontuais de alívio. O levantamento evidencia diferenças entre os estabelecimentos e reforça a importância da pesquisa antes da compra.
Desta vez, um dos principais destaques foi a queda no preço da paleta suína, que apresentou valores mais baixos em comparação a levantamentos anteriores. O corte foi encontrado a partir de aproximadamente R$ 14,90, com variações chegando a R$ 16,90 em alguns supermercados. A redução chama atenção por se tratar de uma proteína bastante consumida e que vinha mantendo preços mais elevados nas últimas semanas, indicando um possível momento de maior oferta no mercado.
Esse movimento pode estar diretamente ligado ao desempenho da cadeia produtiva da suinocultura em Mato Grosso do Sul. O estado tem ampliado sua participação no mercado externo, com crescimento nas exportações de carne suína, o que influencia tanto a produção quanto a formação de preços no mercado interno. Em períodos de maior competitividade e ajuste logístico, pode haver reflexos positivos ao consumidor, como a queda observada nesta pesquisa.
Um levantamento realizado pela ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) mostraram que as exportações brasileiras de carne suína registraram recorde histórico em março, com um total de 153,8 miltoneladas embarcadas, superando os 116,3 mil toneldas importadas no mesmo período no ano passado.
Por outro lado, alguns itens seguem pressionando o orçamento. O arroz, por exemplo, foi encontrado com valores que chegam a cerca de R$ 17,95, enquanto o café apresentou variações significativas, podendo ultrapassar os R$ 35 em determinados estabelecimentos. Já o óleo de soja manteve preços elevados, girando entre aproximadamente R$ 6,49 e R$ 7,99, reforçando o impacto contínuo desse item no dia a dia das famílias.
Entre os itens de pessoais e de higiêne, o papel higiênico manteve o preço, sendo encontrado por até 26,90R$ em alguns supermercados da Capital. Já o sabão em pó, registrou uma redução significativa no seu preço, podendo ser comprado por 25,35 R$, 4% mais barato.
Nos hortifrutigranjeiros, o cenário segue de alta em alguns produtos. O tomate foi registrado chegando a R$ 11,98, enquanto o alho atingiu valores próximos de R$ 22,99 por quilo. Essas oscilações continuam sendo influenciadas por fatores como clima, sazonalidade e custos de transporte.
Apesar disso, a redução no preço da paleta suína surge como um ponto positivo em meio ao cenário geral, oferecendo ao consumidor uma alternativa mais acessível entre as proteínas. Ainda assim, o panorama geral exige atenção: a combinação entre custos logísticos, valorização de commodities e dinâmica de exportação segue impactando diretamente os preços. Diante disso, manter o hábito de pesquisar e comparar valores continua sendo essencial para equilibrar o orçamento doméstico.

Por Ian Netto