Pessoas que tiveram prejuízos financeiros com os planos econômicos das décadas de 1980 e 1990 ainda podem recuperar parte do dinheiro perdido. De acordo com decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), o prazo para adesão ao acordo coletivo que prevê compensação pelas perdas nas cadernetas de poupança dos planos Bresser, Verão, Collor I e Collor II foi estendido até 3 de junho de 2027.
Anteriormente, o encerramento das adesões estava previsto para junho de 2025. Com a prorrogação, cerca de 292 mil poupadores ou herdeiros ainda podem ingressar no acordo, segundo a Febrapo (Frente Brasileira pelos Poupadores).
Somente em 2025, aproximadamente 352 mil acordos foram firmados, o que resultou na liberação de cerca de R$ 5,6 bilhões para compensar perdas causadas pelos planos econômicos. Ainda conforme a Febrapo, cerca de 70% dos beneficiários têm direito a receber até R$ 30 mil, a depender do saldo existente na época em que os planos foram aplicados.
Como aderir ao acordo
A adesão ao acordo é gratuita e garante o pagamento da compensação em até 15 dias úteis após a conclusão do processo. A medida é voltada principalmente a poupadores que possuem ações judiciais em andamento e desejam encerrar os processos em troca de um recebimento mais rápido.
A diretora-executiva da Febrapo, Ana Seleme, alerta que adiar a decisão pode gerar prejuízos. “Quem deixa de aderir agora está perdendo dinheiro e oportunidades de aplicar os recursos, quitar dívidas ou atender necessidades imediatas”, afirmou.
Após o prazo final, em 3 de junho de 2027, o poupador ou herdeiro pode perder o direito ao ressarcimento e ainda arcar com despesas judiciais, como honorários advocatícios, custas processuais e eventual sucumbência.
Também têm direito à compensação os herdeiros legais, entre eles cônjuges, filhos, pais e parentes colaterais até o quarto grau.
Com informações do SBT News
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