Óleo de cozinha pressiona cesta básica e reforça impacto da alta da soja

O óleo de cozinha segue entre
os principais responsáveis pela
alta no custo da cesta básica
nesta segunda semana de abril - Foto: Roberta Martins
O óleo de cozinha segue entre os principais responsáveis pela alta no custo da cesta básica nesta segunda semana de abril - Foto: Roberta Martins

Em meio à contínua oscilação nos preços de itens essenciais, a pesquisa semanal da cesta básica realizada pelo O Estado aponta que o consumidor de Campo Grande ainda enfrenta um cenário de pressão nos gastos domésticos. O levantamento mais recente evidencia diferenças entre estabelecimentos e confirma que produtos básicos seguem com valores elevados.

Desta vez, o maior destaque ficou para o óleo de cozinha, que permanece entre os itens que mais pesam no orçamento. O óleo de soja 900 ml foi encontrado variando entre R$ 7,39 e R$ 7,99. Apesar da pouca diferença entre os supermercados, o preço elevado chama atenção e reforça a percepção de encarecimento contínuo de um produto indispensável no dia a dia.

Esse comportamento está diretamente relacionado à cadeia da soja, matéria-prima do óleo. A valorização do grão no mercado, somada à forte demanda e a fatores climáticos que afetam a produção, tem mantido os custos em alta. Como reflexo, o consumidor sente no bolso o impacto quase imediato nas prateleiras.

Além disso, o aumento no preço dos combustíveis, especialmente o diesel, tem agravado a situação. O encarecimento do transporte influencia diretamente o valor final dos produtos, já que a maior parte da distribuição no país é feita por rodovias. Assim, o custo do frete acaba sendo repassado ao consumidor, contribuindo para manter o óleo, e outros itens, em níveis elevados.

Outros produtos da cesta também apresentaram variações. O arroz, por exemplo, foi encontrado chegando a R$ 17,99, enquanto o café apresentou preços entre R$ 25,89 e R$ 35,99. Já o extrato de tomate variou entre R$ 7,59 e R$ 8,15, mostrando que a alta não se restringe a um único segmento.

Nos hortifrutigranjeiros, itens como tomate e alho continuam com preços elevados, podendo chegar a R$ 11,98 e R$ 22,99, respectivamente. Fatores como sazonalidade, oferta reduzida e custos logísticos ajudam a explicar essas oscilações.

Diante desse panorama, o consumidor segue sendo desafiado a adaptar o orçamento. A combinação entre valorização de commodities, como a soja, e o aumento dos custos de transporte mantém a pressão sobre os preços. Com isso, pesquisar antes de comprar e buscar alternativas mais econômicas se tornam atitudes cada vez mais necessárias para equilibrar as contas no fim do mês.

Por Ian Netto

 

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