Produção de soja e sorgo impulsiona crescimento de 3,56% no Estado, enquanto milho registra queda na comparação com o ano anterior
Mato Grosso do Sul deve registrar uma safra recorde de 29,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026, segundo estimativa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O volume representa um crescimento de 3,56% em relação à safra de 2025, quando foram produzidas 28,1 milhões de toneladas, o equivalente a aproximadamente 1 milhão de toneladas a mais.
De acordo com o LSPA (Levantamento Sistemático da Produção Agrícola) referente ao mês de maio, a área destinada à colheita também apresentou expansão. A previsão é de que sejam colhidos cerca de 7,02 milhões de hectares no Estado, um aumento de 2,89% em comparação ao ano anterior, o que representa um acréscimo de aproximadamente 197 mil hectares.

A soja segue como principal destaque da produção sul-mato-grossense. A estimativa aponta para uma colheita de 15,7 milhões de toneladas em 2026, alta de 19,85% em relação às 13,1 milhões de toneladas registradas em 2025. O crescimento acompanha a expansão da área destinada à cultura, que deve passar de 4,26 milhões para 4,38 milhões de hectares, aumento de 2,82%.

Com esse desempenho, Mato Grosso do Sul deve permanecer como o quinto maior produtor de soja do país, respondendo por 9,04% da produção nacional. À frente do Estado aparecem Mato Grosso, líder nacional com 50,65 milhões de toneladas, e Goiás, com produção estimada em 19,78 milhões de toneladas.
Outro cultivo que apresentou forte avanço foi o sorgo. A produção estimada é de 881 mil toneladas, crescimento de 64,76% em relação a 2025. A área destinada à cultura também teve expansão expressiva, de 72,83%, passando de 131,2 mil hectares para 226,8 mil hectares. Com esses números, Mato Grosso do Sul se consolida como o terceiro maior produtor nacional do grão, responsável por 15,7% da produção brasileira.
Apesar do cenário positivo para algumas culturas, o levantamento aponta retração na produção de milho. Somando a primeira e a segunda safras, a expectativa é de uma colheita de 12,1 milhões de toneladas em 2026, redução de 13,43% na comparação com as 13,9 milhões de toneladas obtidas em 2025. A queda é influenciada principalmente pelo desempenho da segunda safra, que sofreu o maior impacto.
Os dados do IBGE indicam que o avanço da soja e do sorgo deve compensar as perdas registradas em outras culturas, contribuindo para o crescimento da produção agrícola estadual e reforçando a importância do agronegócio para a economia de Mato Grosso do Sul.
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