Entre eletrônico e roupas, as cestas ganham destaque pela variedade e economia
Com o Dia das Mães se aproximando, o comércio de Campo Grande se prepara para a data, que deve movimentar mais de 150 milhões de reais.
Entre os presentes mais citados estão eletroeletrônicos, perfumes, roupas e calçados. No entanto, um item que tem crescido na preferência dos consumidores são as cestas, seja de café da manhã com frutas, pães e sobremesas, ou cesta de produtos de beleza com personalidade de cada presenteada.
A escolha também impulsiona a economia criativa do estado, formada em sua maioria por mulheres. Priscila Shilika, atua no ramo e decidiu deixar o regime CLT para investir no próprio negócio. Ela conta que a alta demanda foi determinante para a mudança, mantendo inclusive antigas colegas de trabalho como clientes.
“Eu trabalhava CLT, mas sempre fiz vendas de presentes, brinquedos e variedades. Com a chegada do Dia das Mães, percebi a oportunidade de oferecer mais opções e comecei a montar cestas. Do ano passado para cá, saí do CLT e passei a trabalhar só com vendas online, mantendo muitos clientes do antigo trabalho”, relata.
Já a empreendedora, Raquel Araújo afirma que a data é uma das mais importantes para o seu negócio, é perceptível aumento nas vendas de cesta. “No comércio, temos três grandes datas: Dia das Mães, Dia dos Namorados e Natal. O maior volume é no Dia das Mães, empatado com o Natal, e depois vem o Dia dos Namorados, com cerca de 80% desse movimento. As pessoas adoram presentear as mães com comidinhas e lanchinhos, agrada todo mundo, é quase unânime”, destaca.
Ela conta que a ideia surgiu após anos de trabalho na distribuição de cosméticos. “Eu já trabalhava com presentes há muitos anos, na área de cosméticos, perfumaria e higiene pessoal. Para agregar ao meu trabalho, os clientes começaram a pedir chocolates para misturar com cremes e perfumes. Fui atendendo essas demandas e, assim, comecei a incluir alimentos nas cestas”, explica Raquel.
Investimento por trás dos presentes
Com o aumento nos custos de produção e dos insumos, a empreendedora precisou reajustar os preços para evitar prejuízos, com um ticket médio de 250 reais por cesta. Segundo ela, os principais gastos estão relacionados aos alimentos. “O maior custo está na produção das cestas, principalmente nas comidas. Panificação, laticínios, frios e outros itens influenciam bastante. Também utilizo chocolates, pelúcias e as próprias cestas, que têm um valor considerável. As cestas de café da manhã e lanchinhos seguem como as mais vendidas, com ticket médio em torno de R$ 250”, afirma.
Ela destaca que a alta nos custos exige criatividade para manter as vendas. “O custo é alto, então buscamos oferecer várias opções para que o cliente se encante, mas também encontre um preço acessível. Está tudo muito caro, então precisamos ter criatividade em todos os sentidos para agradar”, completa.
Diante desse cenário, o Dia das Mães reforça sua importância não apenas como uma data afetiva, mas também como um dos principais motores do comércio local. O aumento na circulação de recursos fortalece pequenos empreendedores, impulsiona a economia criativa e contribui para a geração de renda, consolidando a data como estratégica para o desenvolvimento econômico regional.
Em 2025, o período movimentou mais de 100 milhões de reais somente na capital. Neste ano, a expectativa é que esse número aumente, chegando à casa dos 150 milhões de reais apenas em Campo Grande, e ultrapassando os 450 milhões de reais em todo o Mato Grosso do Sul. Uma pesquisa realizada pela CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) mostra que mais de 234 milhões de reais serão gastos com presentes na data, enquanto outros 217 milhões devem ser destinados às comemorações.
Por Ian Netto
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