Campo Grande tem alta nos preços de produtos da cesta básica

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgou a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos que mostrou que Campo Grande teve um aumento de 0,62% nos preços dos produtos da cesta básica.

De acordo com a determinação constitucional o salário mínimo do trabalhador brasileiro deve ser suficiente para suprir despesas pessoais de da família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. O Dieese estima que o valor mensal do salário mínimo necessário em julho de 2022 para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.388,55, ou 5,27 vezes o mínimo de R$ 1.212,00. Em junho, o valor necessário era de R$ 6.527,67, ou 5,39 vezes o piso mínimo.

Em julho de 2021, o valor do mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 5.518,79, ou 5,02 vezes o valor vigente na época, de R$ 1.100,00. O valor da cesta básica em Campo Grande é de R$ 707,00, o que consome 63,06 % do salário. Para conseguir adquirir os produtos o consumidor teria que trabalhar 128 horas e 20 minutos.

Em julho de 2022, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 120 horas e 37 minutos, menor do que o registrado em junho, de 121 horas e 26 minutos. Em julho de 2021, a jornada necessária ficou em 113 horas e 19 minutos.

Entre junho e julho, o preço do litro de leite integral e do quilo da manteiga aumentou nas 17 cidades. A extensão do período de entressafra, devido ao clima seco e à ausência de chuvas, somada ao aumento do custo de produção (medicamentos e alimentação) e à maior demanda por parte das indústrias de laticínios foram os fatores que seguiram elevando o preço nos derivados de leite no varejo.

A farinha de trigo, coletada no Centro-Sul, teve o preço aumentado em oito das 10 capitais onde é pesquisada. Na Capital o valor médio da farinha de trigo aumentou 41,24%.

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