Polícia Científica de MS cria protocolo para melhorar atendimento a familiares de desaparecidos

Cadastro Nacional de Desaparecidos está disponível no site do Ministério da Justiça - Foto: Roberta Martins
Cadastro Nacional de Desaparecidos está disponível no site do Ministério da Justiça - Foto: Roberta Martins

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul passou a adotar um protocolo padronizado para o atendimento de familiares que procuram por pessoas desaparecidas. A medida busca organizar a coleta de informações e fortalecer os processos de identificação humana, evitando que dados importantes sejam perdidos durante as investigações.

Com o novo procedimento, informações como características físicas, vestimentas, fotografias, último local e horário em que a pessoa foi vista, além dos contatos dos familiares, passarão a integrar um fluxo de atendimento unificado. O objetivo é garantir que os dados sejam registrados de forma completa e possam auxiliar nas buscas.

O protocolo também estabelece orientações sobre a forma de ouvir os familiares, registrar informações e realizar encaminhamentos necessários. Entre as medidas previstas está a verificação da existência de boletim de ocorrência de desaparecimento. Caso o registro ainda não tenha sido feito, a família será orientada a procurar a Polícia Civil.

Em situações específicas, os familiares poderão receber orientação para fornecer material biológico, que poderá ser utilizado futuramente em exames de DNA voltados à identificação de pessoas desaparecidas ou de corpos sem identificação.

Outro ponto destacado pelo POP (Procedimento Operacional Padrão) é o atendimento humanizado. As equipes deverão realizar os atendimentos em ambiente reservado, utilizando linguagem clara e adequada, além de considerar o estado emocional das famílias durante todo o processo. A orientação também busca evitar expressões que possam causar sofrimento adicional a quem busca informações sobre parentes desaparecidos.

As novas regras serão aplicadas no Instituto de Medicina e Odontologia Legal, em Campo Grande, e nos 14 Núcleos Regionais de Medicina Legal do Estado. Os servidores das unidades passarão por treinamento específico para aplicação do protocolo, incluindo técnicas de escuta, preenchimento de registros, comunicação adequada e acompanhamento dos encaminhamentos realizados.

 

Acesse as redes sociais do Estado Online no Facebook Instagram

 

Leia mais

MS mantém estabilidade nos índices de obesidade infantil e reforça ações de prevenção

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *