Lula desiste de empréstimo e busca alternativas para conter aumento da conta de luz em 2026

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com a bandeira tarifária mais cara e o cenário eleitoral em vista, governo e técnicos tentam minimizar os impactos financeiros para a população

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desistiu de articular um empréstimo de até R$ 7 bilhões para as distribuidoras de energia e agora busca outras soluções para minimizar o aumento da conta de luz previsto para 2026, ano eleitoral.

Para este ano, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) estima que a alta será de, em média, 8%, quase o dobro da inflação projetada para o ano, embora o efeito varie para cada região do país.

Um dos focos de atenção neste momento é a bandeira tarifária, sistema que pode impor cobranças extras aos consumidores sempre que o custo de geração de energia fica mais caro. Há a previsão de que a bandeira vermelha, mais onerosa, seja acionada no meio do ano, período mais próximo da campanha eleitoral.

O custo da energia é uma das principais preocupações do petista num cenário em que o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) cresce nas pesquisas de intenção de voto. Auxiliares do presidente temem que os reajustes alimentem a insatisfação da população e gerem impacto negativo nas urnas.

Segundo integrantes do governo, a ideia do empréstimo foi deixada de lado diante dos custos que o Tesouro teria que assumir com subsídios para tirar a linha de crédito do papel.

Com isso, a discussão sobre mudar as regras da bandeira tarifária voltou a ganhar força. Pelo modelo atual, é possível que a bandeira vermelha seja acionada no meio do ano. Técnicos discutem alternativas para evitar esse cenário, que pode ter um impacto de R$ 7 bilhões na conta de luz, além dos reajustes anuais.

Em Mato Grosso do Sul, os reajustes da Energisa Mato Grosso do Sul também foram adiados após revisão técnica e aguardam nova definição da agência, com decisão prevista para 22 de abril, próxima quarta-feira.

A Energisa MS caiu 7 pontos e aparece na 22ª posição entre as distribuidoras de grande porte, conforme aponta resultado do desempenho das distribuidoras no fornecimento de energia elétrica em 2025, divulgado pela Aneel. O resultado da pesquisa, ocorre em um cenário onde Campo Grande enfrenta várias ocorrência de queda de energia, e problemas relacionados ao tempo de espera.

Ainda conforme dados da Aneel, ao final de 2025, a Energisa MS, é a distribuidora que lidera o 6º lugar com a tarifa de energia residencial mais cara do país: R$ 0,878/kWh.

 

Polyana Vera

 

 

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