Agricultura sustentável de MS deve ser referência nacional

Hoje (7), é o último dia do 3º Fórum Brasileiro de Agricultura Sustentável e Mato Grosso do Sul tem medidas e ações implementadas pelo Governo do Estado para fomentar boas práticas na agricultura e pecuária o impulsionando a tornar-se referência nacional em produção sustentável.

Esta é a opinião do secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). O evento acontece é no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, realizado pelo GAAS (Grupo Associado de Agricultura Sustentável), com apoio do Governo, por meio da Semagro.

Jaime Verruck pontuou o trabalho realizado pela Semagro e órgãos vinculados para disseminar a cultura da produção sustentável no Estado. “Mato Grosso do Sul, em parceria com a Famasul, Aprosoja, universidades e outros organismos, caminha a passos largos na agricultura sustentável, podendo se tornar referência nacional. Já temos experiências que podem ser modelo para o país”, afirmou.

O titular da Semagro lembrou que “nós iniciamos com a agricultura sustentável no momento em que decidimos, estrategicamente, fazer uma junção da secretaria de meio ambiente com a secretaria de agricultura, pecuária, da indústria, da ciência e tecnologia e do turismo. O objetivo é muito claro, estratégico. Fizemos uma redução, visando a redução de custo da máquina pública, mas o principal motivo é esse que temos aqui no Fórum: buscar uma agricultura sustentável, uma indústria sustentável. Essa foi a lógica imposta, de nós trazermos o conceito todo da estrutura de meio ambiente para o conceito de sustentabilidade. E tem funcionado. Fazemos um trabalho de conciliação entre o meio ambiente e o desenvolvimento das atividades econômicas”.

De acordo com o secretário, “em todas as nossas políticas públicas temos inserido a questão da sustentabilidade. No Precoce-MS, por exemplo, um dos pré-requisitos obrigatórios para participar do programa é o produtor adotar as boas práticas de produção pecuária desenvolvidas pela Embrapa. Esse mesmo modelo é adotado nos programas de fomento à suinocultura, o PDAgro do Algodão e outras políticas. Além, também, da obrigatoriedade da inscrição no CAR – Cadastro Ambiental Rural”.

Por fim, Jaime Verruck reforçou a importância do modelo ILPF (Integração Lavoura, Pecuária e Floresta), desenvolvido pela Embrapa e adotado por produtores sul-mato-grossenses. “Dos 11,5 milhões de hectares de ILPF existentes no Brasil, 2 milhões estão em Mato Grosso do Sul. Também estabelecemos a área de uso restrito no Pantanal, onde estimulamos os produtores com o programa Carne Sustentável e Orgânica do Pantanal, permitindo a esse produtor ter um incentivo fiscal de tal forma que ele consiga produzir de maneira sustentável e com boa rentabilidade e competitividade de mercado”, finalizou.

O evento

As duas primeiras edições aconteceram em Mineiros e Goiânia, ambas no Estado de Goiás, cada uma com cerca de 500 participantes, entre eles agricultores, pesquisadores e empresários.

Rogério Zart, coordenador do GAS em Mato Grosso do Sul, conta que no ano passado, diante da grande procura, as inscrições tiveram de ser encerradas devido à falta de espaço. Neste ano, o grupo decidiu trazer o evento para Campo Grande. “Temos verificado o grande número de produtores do Mato Grosso do Sul que estão aderindo ao sistema de agricultura sustentável. É significativo em relação aos outros estados”, justifica Zart, que também é produtor. Outro motivo para a escolha da capital sul-mato-grossense é a posição geográfica estratégica.

A programação conta com palestras de assuntos diversos voltados à sustentabilidade, como fertilidade com agrominerais regionais, microbiologia para controle de pragas e doenças, mix de plantas de cobertura, melhoramento genético, custos de produção e potencialidades do mercado de produtos sustentáveis, homeopatia na agricultura, relações entre solo, qualidade dos alimentos e saúde, entre outros. O conteúdo será ministrado por pesquisadores de universidades renomadas, institutos de pesquisa e agricultores.

(Rafael Belo com assessoria)

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