Operação El Patrón desarticula organização criminosa responsável por um golpe que causou prejuízo de aproximadamente R$ 3,5 milhões a um empresário da região nessa quarta-feira (13). Embora realizada no Distrito Federal, um dos integrantes do grupo foi identificado em Mato Grosso do Sul. Até o momento, oito pessoas foram presas.
Segundo informações divulgadas pela PCDF (Policia Civil do Distrito Federal). O crime ocorreu em novembro de 2024, quando os autores conseguiram acessar a conta do gov.br da vítima e realizaram a transferência fraudulenta de empresas para o nome de uma jovem de 22 anos, residente em Foz do Iguaçu (PR) que não teve o nome divulgado. Conforme a investigação, a investigada tinha conhecimento da fraude e recebeu cerca de R$ 50 mil para ceder seus dados pessoais.
Desde então, foi identificado ao menos 12 integrantes do grupo criminoso, distribuídos em diversos estados da federação, entre eles Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Rondônia e Rio Grande do Sul.
Equipes do DF realizaram ações nos estados de São Paulo, Rondônia (Porto Velho) e Paraná (Foz do Iguaçu) para o cumprimento de mandados de prisão e demais medidas judiciais. Nos demais estados, as ordens judiciais foram cumpridas com o apoio das Polícias Civis locais.
Além das prisões, também foi determinado o bloqueio de contas bancárias dos investigados de até R$ 3,5 milhões, bem como o sequestro de bens adquiridos com valores oriundos do crime, incluindo um apartamento adquirido logo após o crime.
O nome da operação, El Patrón, faz referência à figura do líder da organização criminosa, responsável por coordenar as ações do grupo. A expressão, é utilizada para designar o “chefe”, e remete à estrutura hierarquizada e organizada da associação investigada.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros possíveis participantes e aprofundar a apuração dos fatos.