Motorista de aplicativo acionou polícia em caso de criança internada em estado grave em Campo Grande

Foto: Divulgação/PCMS
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Mãe e padrasto foram presos; bebê segue na Santa Casa após parada cardiorrespiratória

A investigação sobre a criança de 1 ano e 8 meses internada em estado grave em Campo Grande aponta que uma motorista de aplicativo foi quem buscou ajuda policial após transportar a mãe do menino pouco antes do resgate.

Conforme informações apuradas, a mulher, de 31 anos, já estava no veículo quando recebeu uma ligação do companheiro avisando que a criança não respirava. Durante o trajeto, o comportamento da passageira chamou atenção: em estado de choque, ela dizia que o filho poderia estar morto e não conseguia explicar claramente o que havia acontecido.

Diante da situação, a motorista decidiu interromper a corrida e acionar a polícia. A partir desse contato, equipes foram até o imóvel, no bairro Vila Santa Luzia.

No local, policiais encontraram o padrasto, de 21 anos, segurando a criança desacordada. Foram iniciadas manobras de reanimação ainda na residência, até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, que conseguiu restabelecer os sinais vitais do bebê

A criança foi levada em estado grave para a Santa Casa. Durante o atendimento médico, foram identificados diversos hematomas pelo corpo, além de indícios de violência sexual e lesões na região da cabeça.

A apuração está a cargo da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), que investiga possíveis crimes de maus-tratos e estupro de vulnerável. No imóvel, a perícia também localizou vestígios que podem ser de sangue.

A mãe e o padrasto foram presos, e o caso segue em investigação.

 

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