Homem é preso por ameaçar ex-companheira e suas filhas no bairro Vila Planalto

Foto: Reprodução
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Na tarde de sábado (30), um homem de 47 anos de idade, investigado por uma sucessão de crimes no âmbito da violência doméstica foi localizado e preso. O alvo possuía um mandado de prisão preventiva expedido pela 3ª Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande.Ele estava escondido em uma residência situada no bairro Vila Planalto, em Campo Grande.

Segundo informações divulgadas, o homem coleciona extensas passagens como autor de infrações penais contra sua ex-companheira, uma mulher de 49 anos, com quem manteve um relacionamento por cerca de 14 anos e teve duas filhas. Mesmo estando sob tornozeleira após ter recebido liberdade provisória no último dia 5 de maio deste ano, o investigado continuou a perseguir e aterrorizar a vítima.

A primeira infração mapeada neste ano ocorreu no dia 3 de março, quando foi registrada ocorrência na 1ª DEAM, indiciando o suspeito pelos crimes de ameaça no âmbito de violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas de urgência. Pouco tempo depois, no dia 14 de abril, uma nova conduta delituosa gerou outra Ocorrência, onde ele figurou novamente como autor do crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência.

O fato principal que ensejou a atual representação pela prisão preventiva ocorreu na residência da vítima, no dia 13 de maio. Na ocasião, descumprindo a ordem judicial de afastamento, o autor efetuou ligações insistentes para o celular da ex-companheira, que não foram atendidas. Em seguida, ligou para a filha do casal, de apenas 11 anos de idade, e exigiu que a chamada fosse colocada no modo “viva-voz” para que a mãe escutasse. Ao notar a intervenção da vítima, iniciou-se uma discussão por telefone onde o autor proferiu ameaças explícitas e intimidadoras, afirmando textualmente: “…eu vou aí, eu vou aí… você está duvidando? Então você vai ver só”. Além disso, elementos informativos apontaram que ele manteve contato com a ex-sogra afirmando que pretendia romper a tornozeleira eletrônica e fugir para outro estado.

Demonstrando total indiferença à lei penal e mesmo ciente da gravidade de seus atos, o autor voltou a atacar dois dias depois. No dia 15 de maio, o indivíduo foi autuado pelos crimes de injúria em contexto de violência doméstica, ameaça com agravante pelo fato de a vítima ser mulher e mais um descumprimento de medidas protetivas de urgência.

De acordo com os fundamentos técnicos exarados pela Autoridade Policial responsável pelo caso, a reiteração criminosa do suspeito demonstrava de forma concreta o risco iminente de que a vida da vítima fosse ceifada. Diante da insuficiência do uso da tornozeleira e de outras medidas cautelares diversas, a prisão preventiva tornou-se o único meio coativo capaz de cessar a opressão e garantir a ordem pública.

 

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