Operação da SENAD intercepta jato executivo em hangar próximo ao Aeroporto Silvio Pettirossi e investiga rede internacional de tráfico que teria ligação com escala no Panamá e destino final no Paraguai
A SENAD (Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai) realizou uma operação que culminou na apreensão de uma aeronave oriunda dos Estados Unidos, carregada com 261,6 quilos de maconha do tipo premium. A ação ocorreu em um hangar particular nas proximidades do Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, na região metropolitana de Assunção, e terminou com a prisão de três cidadãos norte-americanos.
Segundo o site Ponta Porã News, a investigação teve início a partir de informações compartilhadas no âmbito do Programa Colibrí, mecanismo de cooperação internacional voltado ao enfrentamento do tráfico aéreo de drogas. Conforme os dados levantados pela SENAD, um jato executivo vindo de Miami, na Flórida, foi identificado após fazer escala no Panamá antes de pousar em território paraguaio.
As equipes de investigação passaram a monitorar a aeronave e intervieram no momento em que malas eram retiradas do avião e transferidas para um veículo que seguiria rumo à capital paraguaia. Durante a ação, um dos norte-americanos foi preso em flagrante ainda no local.
Posteriormente, outros dois cidadãos dos Estados Unidos foram localizados e detidos em um hotel da região. No interior das bagagens apreendidas, os agentes encontraram 261,6 quilos de maconha premium, uma variedade de alto teor de THC e elevado valor no mercado ilícito.
De acordo com estimativas das autoridades, o entorpecente poderia alcançar até US$ 14 mil por quilo no mercado brasileiro, cerca de R$ 70 mil, o que totaliza um prejuízo aproximado de R$ 18 milhões às organizações criminosas envolvidas.
As apurações também indicam a possível participação de outros integrantes da tripulação, incluindo cidadãos dos Estados Unidos e da Estônia. As forças de segurança do Paraguai seguem com diligências para identificá-los e efetuar novas prisões, além de aprofundar a investigação sobre a estrutura logística da operação e o destino final da droga.
A operação foi coordenada pela promotora paraguaia Ingrid Cubilla e o caso segue sob investigação, com foco na identificação de todos os envolvidos e na reconstrução da rota internacional utilizada no tráfico.
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