Prefeitura se manifestou por meio de nota e diz acompanhar o caso por meio do diálogo institucional com os servidores municipais
A Semed (Secretaria Municipal de Educação) se manifestou sobre a decisão da assembleia da ACP (Associaçao Campo-Grandense de Professores) que aprovou a paralisação das atividades de professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande no próximo dia 12 de junho.
Segundo a nota da Prefeitura, uma comissão foi instituída voltada para o acompnahamento do caso e aguarda a comunicação oficial da entidade sindical.
Cerca de 300 professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande aprovaram o movimento por unanimidade na noite da última segunda-feira (8) em assembleia da ACP. A decisão ocorreu após a categoria analisar a resposta da Prefeitura ao pedido de aplicação do reajuste de 5,4% previsto na política do Piso 20h.
Na nota enviada, o Executivo Municipal reforçou o compromisso com a valorização dos profissionais da educação e relatou que conduz o processo de recomposição salarial de forma responsável e dialogada, para a implementação do reajuste de aproximadamente 38% da categoria.
Sobre os repasses, a prefeitura informou que os municípios não receberam incremento proporcional nos repasses do Fundeb.
“É importante ressaltar que o reajuste do Piso Nacional do Magistério para 2025 sofreu alteração em sua metodologia de cálculo. Inicialmente, a estimativa de crescimento era de 0,37%, porém, após a aplicação do novo cálculo definido pelo Governo Federal, o índice foi fixado em 5,40%.Ao mesmo tempo, os municípios não receberam incremento proporcional nos repasses do Fundeb.” pontua a nota.
No comunicado a prefeitura ainda disse que mantém o diálogo e negociação institucionnal com a categoria, preservando o equilíbrio fiscal e garantindo a continuidade dos investimentos na educação pública.
Na assembleia realizada, o presidente da entidade representativa da categoria, Gilvano Bronzoni, afirmou que o debate vai além do reajuste salarial e envolve o cumprimento de um compromisso firmado com o poder público.
“Estamos defendendo uma conquista construída coletivamente e o respeito aos compromissos assumidos com a categoria”, afirmou.
A categoria afirma que o objetivo do movimento é cobrar o cumprimento do acordo relacionado à política do Piso 20h e à valorização dos profissionais da educação.
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