Com 11 mortes por chikungunya, Dourados tem baixa adesão de vacinação

Foto: A Frota
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Pouco mais de 2 mil pessoas procuraram a vacina, apesar do aumento de casos confirmados no município

O avanço da chikungunya em Dourados continua preocupando autoridades de saúde. O município já confirmou 11 mortes pela doença, mas a procura pela vacina ainda é considerada baixa.

Desde o início da campanha, apenas 2.076 pessoas receberam o imunizante. O número representa uma pequena parcela do público-alvo definido pelo Ministério da Saúde, formado por cerca de 43 mil pessoas entre 18 e 59 anos.

Entre indígenas das aldeias Bororó e Jaguapiru, foram aplicadas 597 doses até o momento. Dados mais recentes apontam 8.275 notificações de chikungunya na cidade, com 5.410 casos prováveis e 3.374 confirmações. Outros 2.036 registros seguem em investigação, enquanto 2.865 casos foram descartados.

Nas aldeias indígenas, o boletim epidemiológico contabiliza 3.213 notificações, sendo 2.093 casos confirmados e 395 ainda em análise. A meta inicial da campanha era vacinar 27% da população-alvo nas primeiras etapas da imunização.

A vacina aplicada em Dourados foi desenvolvida pela farmacêutica Valneva em parceria com o Instituto Butantan. Estudos clínicos realizados no Brasil e nos Estados Unidos apontaram resposta imunológica em cerca de 99% dos voluntários.

A dose não é recomendada para gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas, pacientes em tratamento oncológico, transplantados recentes e pessoas com determinadas doenças autoimunes ou condições crônicas específicas.

A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), das 7h às 11h e das 13h às 17h. Nas unidades do Maracanã, Parque do Lago II, Idelfonso Pedroso e Jóquei Clube, o atendimento ocorre das 7h às 19h. No PAM, a aplicação das doses é feita das 6h às 12h.

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