Golpe do “limpa-nome” preocupa entidades e acende alerta para consumidores em MS

Reprodução Redes Sociais
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FCDL-MS orienta população a desconfiar de promessas de exclusão definitiva de dívidas sem negociação ou pagamento dos débitos 

Consumidores que buscam regularizar a situação financeira devem redobrar a atenção diante da oferta de supostos serviços de “limpa-nome” divulgados nas redes sociais. Em Campo Grande, a FCDL-MS (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul) alerta para o aumento de golpes que prometem retirar, de forma rápida e definitiva, restrições nos órgãos de proteção ao crédito.

Segundo o presidente da CDL Campo Grande (Câmara de Dirigentes Lojistas), Adelaido Figueiredo, não existe solução milagrosa para apagar dívidas legítimas. “Estamos vivendo uma onda de divulgação desse produto fraudulento aqui em Campo Grande. O consumidor embarca achando que tem um milagre que vai tirar o nome da negativação, mas acaba sendo lesado”, afirma.

De acordo com a entidade, os golpistas utilizam anúncios na internet para atrair consumidores com a promessa de “limpar o nome” em pouco tempo. O esquema, segundo a FCDL-MS, consiste no uso de associações de defesa do consumidor como fachada para ingressar com ações judiciais coletivas contra birôs de crédito, como Serasa e SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), buscando liminares que suspendam temporariamente a exibição das dívidas.

Na prática, a medida não elimina os débitos existentes. Durante a vigência da decisão judicial, o consumidor pode não aparecer com restrições nos sistemas de consulta. No entanto, a dívida continua válida e, após o encerramento da liminar, o nome volta a constar nos cadastros de inadimplência.

Especialistas alertam que dívidas reais não podem ser extintas por meio de soluções rápidas ou mecanismos que apenas ocultem temporariamente as informações dos órgãos de proteção ao crédito.

Além dos prejuízos para quem contrata o serviço acreditando que terá a situação financeira regularizada, a prática também pode afetar lojistas e empresários que utilizam consultas de crédito para avaliar riscos antes de conceder financiamentos ou realizar vendas parceladas.

“Isso atrapalha todo o ecossistema. Prejudica quem comprou a limpeza do nome com a expectativa de que ficaria quite para sempre e prejudica quem usa os birôs de crédito para fazer negócios com segurança”, afirma a presidente da FCDL-MS, Inês Santiago.

A dirigente informou ainda que a federação pretende oficiar o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e o Procon-MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) para que sejam adotadas as medidas cabíveis diante da situação.

Para consumidores que desejam regularizar pendências financeiras, a orientação é buscar negociação diretamente com os credores ou recorrer a plataformas reconhecidas e autorizadas para renegociação de dívidas. O SPC Brasil, administrado pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), oferece serviços de consulta ao cadastro de inadimplência, orientações sobre negociação e monitoramento do CPF.

A FCDL-MS reforça que soluções legítimas para sair da inadimplência passam pela renegociação dos débitos e desconfiança diante de promessas que garantem a exclusão definitiva de restrições de crédito sem a quitação das dívidas.

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