O desaparecimento de uma aeronave no Pantanal de Mato Grosso do Sul, após a emissão de um alerta Mayday, colocou em evidência um dos protocolos mais importantes da aviação mundial. O chamado de socorro, transmitido antes da perda de contato com a aeronave, desencadeou uma operação da FAB (Força Aérea Brasileira), que afirmou em nota enviada ao Jornal O Estado chegou a vasculhar uma área equivalente a nove vezes o tamanho de Corumbá, sem localizar vestígios do avião até o momento.
Mas, afinal, o que é um Mayday e quando ele é utilizado? O sinal é o mais alto nível de alerta de emergência na aviação e nas comunicações marítimas. O termo deriva da expressão francesa “m’aidez” (“ajudem-me”) e foi adotado internacionalmente na década de 1920 por ser facilmente compreendido por falantes de diferentes idiomas.
Na prática, o piloto transmite a palavra “Mayday” três vezes consecutivas pelo rádio, para indicar que a aeronave enfrenta uma situação de perigo iminente, colocando em risco a vida dos ocupantes ou a segurança do voo. Após a declaração, o piloto informa, sempre que possível, a identificação da aeronave, sua posição, altitude, natureza da emergência e o tipo de assistência necessária. Entre as ocorrências que podem levar ao acionamento do protocolo estão falha total de motor, incêndio a bordo, pane estrutural, perda de controles, falta crítica de combustível ou qualquer situação que exija um pouso imediato.
Assim que o alerta é recebido pelo controle de tráfego aéreo, o protocolo internacional determina prioridade absoluta para a aeronave em emergência. Os controladores passam a auxiliar o piloto com informações sobre rotas, aeroportos mais próximos, condições meteorológicas e procedimentos para um pouso seguro.
Se o contato é perdido ou há suspeita de queda, entra em ação o SISSAR (Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico), coordenado pela FAB. Dependendo da ocorrência, são mobilizadas aeronaves especializadas, helicópteros, equipes terrestres e até embarcações, conforme as características da região.
Foi esse protocolo que levou o Esquadrão Pelicano, unidade especializada em busca e salvamento da FAB, a iniciar as varreduras na região da Nhecolândia, entre Coxim e Corumbá, após o desaparecimento da aeronave no Pantanal.
A aeronave que teria desaparecido na tarde desta segunda-feira (27), às 13h e soma mais de 24h desaparecida. A FAB continua as buscas pelas perimetro onde ela teria sido rastreada pela ultima vez mas sem sucesso na localização. Apesar da varredura, nenhum destroço, aeronave ou outro vestígio foi encontrado.
Por Ian Netto
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