Três homens foram presos em flagrante na terça-feira (28), em Bataguassu, a 313 quilômetros de Campo Grande, suspeitos de integrar um grupo especializado em aplicar golpes em clientes de agências bancárias. Um dos detidos afirmou à polícia ser integrante do CV (Comando Vermelho) e confessou que o trio havia viajado até o município para levantar informações que seriam usadas nas fraudes.
A prisão foi resultado de uma ação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Militar, após gerentes de quatro agências bancárias procurarem as autoridades para relatar o comportamento incomum de um homem que circulava pelas unidades observando a movimentação e fazendo perguntas consideradas fora do padrão.
As equipes do SIG (Setor de Investigações Gerais) e da Polícia Militar foram até uma das agências e abordaram George Alexandre Benedito Ferreira, de 48 anos. Inicialmente, ele apresentou versões contraditórias sobre o motivo de estar na cidade, mas, segundo o boletim de ocorrência, acabou admitindo que viajou acompanhado de outros dois homens para coletar dados de clientes e aplicar golpes.
Durante as diligências, os policiais localizaram Douglas Cardoso Lourenço, de 41 anos, e Eraldo Balbino Silva, de 47, em um Ford Escort azul. Os dois procuravam por George quando foram abordados. O motorista chegou a apresentar um documento de identidade falso, mas a consulta aos sistemas policiais revelou antecedentes por furto, receptação e coação.
Os três foram encaminhados para a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Bataguassu, onde o flagrante foi confirmado. A autoridade policial também representou pela conversão da prisão em preventiva. Celulares e o veículo utilizado pelo grupo foram apreendidos e passarão por perícia. O trio deverá responder pelos crimes de tentativa de estelionato, associação criminosa e uso de documento falso.
Em depoimento, Douglas afirmou ser integrante do Comando Vermelho e contou que saiu de Goiás com destino a Campo Grande há cerca de quatro dias. Na Capital, reencontrou George e, posteriormente, os dois conheceram Eraldo em uma conveniência. Segundo o relato, durante uma confraternização regada a bebidas alcoólicas, decidiram seguir para Bataguassu com o objetivo de aplicar golpes em agências bancárias.
George e Eraldo optaram por permanecer em silêncio durante os depoimentos prestados à Polícia Civil.
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