Energia elétrica e alimentação puxam inflação de 1,31% em Campo Grande

Crédito: Joédson Alves / Agência Brasil
Crédito: Joédson Alves / Agência Brasil

IPCA da capital acumula alta de 3,98% no ano e de 4,30% nos últimos 12 meses 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Campo Grande registrou inflação de 1,31% em maio, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou acima do observado em abril, quando a alta havia sido de 1,02%, e foi impulsionado principalmente pelo aumento nos preços da energia elétrica residencial e dos alimentos.

Com o resultado, o IPCA acumula alta de 3,98% na capital sul-mato-grossense em 2026. Nos últimos 12 meses, a inflação chegou a 4,30%.

Entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, oito apresentaram elevação de preços. O maior impacto veio do grupo Habitação, que avançou 4,88% e respondeu por 0,73 ponto percentual do índice geral. O destaque foi a energia elétrica residencial, que teve alta de 13,56% em maio após reajuste tarifário anual aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a Energisa. Segundo o instituto, Campo Grande registrou a maior elevação desse subitem entre as capitais e regiões metropolitanas analisadas.

O grupo Alimentação e bebidas também pressionou a inflação, com aumento de 2,09% no mês. Entre os produtos consumidos em casa, destacaram-se as altas do tomate, da batata inglesa, da cebola e de cortes de carne, como costela e contrafilé. Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,47%, influenciada pelo aumento nos preços de bebidas como cerveja, refrigerante e água mineral.

Outros grupos também registraram alta, como Saúde e cuidados pessoais (0,76%), Comunicação (0,42%), Despesas pessoais (0,28%) e Vestuário (0,22%).

Por outro lado, o grupo Transportes apresentou recuo de 0,15%, refletindo principalmente a queda nos preços dos combustíveis, como etanol, diesel e gasolina. Educação também registrou redução, com variação negativa de 0,14% no período.

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